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26 de Abril de 2008 - 11h46 - Última modificação em 26 de Abril de 2008 - 11h46


Especialista vê mais custo que benefício em pulverização aérea contra a dengue

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O epidemiologista e infectologista Roberto Medronho, chefe do departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descartou a eficácia de uma eventual pulverização via aérea de inseticida contra a dengue.

A intervenção, segundo ele, “traz mais custo do que benefício – acaba tendo um desequilíbrio ecológico muito grande  para um benefício muito pequeno”.

Para surtir efeito, explicou, seria necessário que uma gotícula lançada pelo avião penetrasse dentro da casa de cada pessoa e fosse ao local onde o mosquito fica durante o dia, que é atrás dos móveis e debaixo das mesas. “E a chance de essa gotícula aspergida lá de cima entrar na residência e localizar o mosquito é muito pequena. Em contrapartida, ela mata outros insetos e rompe, inclusive, uma cadeia alimentar, atingindo pássaros e outros animais que se alimentam de insetos, o que pode trazer problemas", disse.

Daí, o infectologista não considerar recomendável esse serviço. “Não há recomendação, nem por parte dos especialistas, nem do Ministério da Saúde de fazer essa intervenção”. Roberto Medronho avaliou que a  atual epidemia de dengue que se alastra no estado do Rio de Janeiro vai diminuir em função das mudanças climáticas e do esgotamento dos indivíduos suscetíveis.  “O número de pessoas que podem vir a  ter a dengue está diminuindo  cada vez mais porque muita gente está adoecendo”.

O infectologista da UFRJ destacou que o trabalho deve ser feito de forma preventiva. “O que tem que ser feito é antes da epidemia”. Para combater a epidemia, ele avaliou que o serviço mais eficaz é a fumigação (aplicação de inseticida) local. “É pegar o inseticida e ir dentro das  casas dos indivíduos  com o aparelho costal. E  passar o inseticida  em cada domicílio onde está ocorrendo o número de casos. Esse (trabalho) é realmente efetivo, embora mais longo e mais demorado”, analisou.



 


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