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24 de Abril de 2008 - 18h04 - Última modificação em 24 de Abril de 2008 - 18h04


Para presidente da Eletrobrás, é justo o preço pago por energia de Itaipu

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, afirmou hoje (24) que a Eletrobrás paga um preço justo pela energia adquirida da Usina Hidrelétrica de Itaipu, de cerca de US$ 43 por megawatt/hora. E lembrou que somente por decisão de Estado, referendada pelo Congresso Nacional, poderá ser alterado – como quer o novo governo do Paraguai – o contrato que vigora até 2023.

“A engenharia que envolve o contrato com os paraguaios pelo fornecimento da energia excedente da usina de Itaipu é uma obra de arte, do ponto de vista econômico-financeiro, operacional ou mesmo gerencial. Foi uma unidade construída com investimentos de US$ 150 milhões e que hoje vale cerca de US$ 60 bilhões”, disse.

Por isso disse entender como correta a manutenção do contrato com os paraguaios, inclusive porque os custos financeiros do empreendimento ainda estão sendo amortizados. “Como foi um acordo assinado entre governos, a mudança também terá que se dar entre governos e ser referendado pelo Congresso. Sob a ótica empresarial, nós entendemos que as negociações resultaram em um acordo muito feliz”, destacou.

A possibilidade de uma renegociação que leve a um reajuste na tarifa atualmente paga pela energia excedente comprada aos paraguaios foi admitida pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. "É um assunto que foge à alçada da Eletrobrás, não nos cabe entrar nessa questão. Mas repito: o contrato é vantajoso para os dois lados, que naturalmente podem mudá-lo, desde que as mudanças sejam submetidas ao Legislativo dos dos países", disse.

Se ocorrer, a renegociação não deverá afetar os acionistas minoritários da Eletrobrás, completou o presidente da holding, durante almoço-palestra no Clube de Engenharia.



 


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