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24 de Abril de 2008 - 18h34 - Última modificação em 24 de Abril de 2008 - 18h34


Brasil quer integração energética no continente, diz presidente da Eletrobrás

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A importância do desenvolvimento de políticas de integração energética no continente está levando o Brasil e estudar e a viabilizar a construção de usinas binacionais com países vizinhos, como Argentina, Bolívia e Peru.

A confirmação dos estudos – adiantados anteriormente pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão – foi dada hoje (24) pelo presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, durante entrevista coletiva.

Os estudos mais adiantados, informou, envolvem a construção da hidrelétrica de Garabi, em parceria com os argentinos, na fronteira com o Rio Grande do Sul. A usina terá potência de cerca de 2 mil megawatts.

“Há ainda a possibilidade de construção de outras usinas na região, o que elevaria a potência instalada para algo em torno de 6 mil megawatts", adiantou, ao comentar que a polêmica em torno da renegociação do Tratado de Itaipu não deverá atrapalhar a integração energética no continente.

O diretor de engenharia e ex-presidente interino da Eletrobrás, Valter Cardeal, que participou da entrevista, disse que a estatal avalia ainda outras parcerias, mas que os estudos não estão tão adiantados. “Por enquanto temos estudos concretos apenas para Garabi, mas serão feitos estudos mais aprofundados para outras unidades, embora ainda não tenhamos números definidos”, ressaltou.

Sobre os riscos de empreendimentos com os países vizinhos, Cardeal afirmou que a integração "traz ônus e bônus". E lembrou que o país já possui "contrato semelhante com a Venezuela, de onde trazemos energia para abastecer o estado de Roraima".



 


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