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Antônio Cruz/ABr
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Brasília - O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, dá entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)
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Brasília - Os estudos para o
desenvolvimento de uma vacina eficaz contra os quatro tipos de vírus
da dengue precisam ser realizados em território nacional,
defendeu hoje (24) o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio
Rezende.
Na avaliação dele, os países detentores
de tecnologias mais avançadas "negligenciam" as pesquisas para erradicar doenças típicas de nações
pobres.
“Ou nós
desenvolvemos vacinas contra a dengue e outras doenças
tropicais como a malária, que também não tem
vacina, ou não são serão os outros países
que vão desenvolver”, afirmou.
Em entrevista a emissoras de
rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação
(EBC), em Brasília, Rezende disse que
historicamente os países ricos são responsáveis
pelo desenvolvimento de vacinas e que o combate a doenças como
a dengue não é priorizado por laboratórios estrangeiros.
“As doenças
que desapareceram foram resultado de vacinas desenvolvidas em outros
países. Não há uma vacina contra a dengue em
parte porque essa é uma das doenças chamadas
negligenciadas. Como ela não ocorre em países do
Hemisfério Norte, que são mais desenvolvidos
cientificamente, nunca houve em âmbito mundial uma forte
pesquisa para desenvolver uma vacina contra a dengue.”
Verbas governamentais
têm sido sistematicamente distribuídas para estudos de
uma vacina contra a doença, assegura o ministro. Segundo ele,
medidas complementares também devem ser estimuladas.
“Nós temos
hoje financiado juntamente com o Ministério da Saúde
pesquisas para descobrir a vacina contra a dengue. Essa vai ser a
solução. Enquanto isso também tem muita coisa
para fazer em ciência como os kits diagnósticos”,
afirmou em referência aos dispositivos criados por pesquisas em
Pernambuco que podem identificar com rapidez pacientes infectados.
Estado mais afetado
pela dengue, o Rio de Janeiro registrou este ano 92 mortes em
decorrência da doença. Números oficiais mostram
que mais de 110 mil casos foram diagnosticados desde janeiro.
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