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Brasília - Apesar do volume de
resgate de títulos do governo federal, a dívida pública
federal ficou maior em março por causa dos juros e da
desvalorização do real. De acordo com relatório
mensal divulgado hoje (24), pela Secretaria do Tesouro Nacional, o
estoque da dívida pública federal aumentou 0,81% no
último mês, passando de R$ 1,345 trilhão para R$
1,356 trilhão.
A dívida pública mobiliária
(em títulos) interna do governo subiu 0,63%. Estava R$ 1,242
trilhão em fevereiro e fechou em R$ 1,250 trilhão, em
março. Segundo o Tesouro Nacional, a alta foi provocada pela
apropriação de juros no valor de R$ 12,6 bilhões.
O aumento só não foi maior porque, no último
mês, o governo resgatou R$ 4,7 bilhões a mais do que
emitiu em títulos federais.
A dívida pública externa subiu 2,94%
em março, passando de R$ 103,21 bilhões para R$ 106,25
bilhões. Conforme o relatório, essa variação
ocorreu, principalmente, por causa da desvalorização do
real em relação às moedas estrangeiras
(principalmente dólar, euro e iene), que compõem a
dívida do governo federal no exterior. Em março, o dólar subiu 3,91%. A moeda americana passou de R$ 1,65, em média, para R$ 1,74.
O prazo médio da dívida pública
federal aumentou de 39,96 meses em fevereiro para 40,26 meses em
março. Para a dívida mobiliária interna, o prazo
subiu de 37,51 meses para 37,80 meses. Na dívida externa, no
entanto, houve redução de 69,47 meses para 69,19 meses
no prazo. De acordo com o Tesouro Nacional, isso ocorreu por causa da
aproximação natural dos vencimentos dos títulos
e dos contratos no exterior.
A queda no prazo médio significa que o
governo tem de pagar num intervalo menor os títulos que emite
para cobrir o déficit nominal – rombo nas contas públicas
após o pagamento dos juros da dívida.
A matéria foi alterada para acréscimo de informações.
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