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26 de Abril de 2008 - 12h10 - Última modificação em 26 de Abril de 2008 - 12h10


Para infectologista da UFRJ, pulverização de inseticida é inócua

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A pulverização de inseticida Malathion, como defende o Centro Brasileiro de Bioaeronáutica (CBB), é inócua para eliminar os focos do Aedes aegipty, mosquito transmissor da dengue, na avaliação do infectologista Edmilson Migowiski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“Em termos de saúde pública, sair pulverizando a comunidade é inócuo para controle da epidemia e muito deletério para o meio ambiente. Não vai adiantar", sentenciou.

Para Migowiski, além de não ter efeito residual, esse inseticida não funciona no combate ao Aedes aegipty. Ao contrário da pulverização na agricultura, em que o inseto está no meio da plantação, ao ar livre, o mosquito transmissor da dengue está dentro de casa, na maioria das vezes. “E dentro de casa, a pulverização não pega debaixo da cama, debaixo dos armários, debaixo da pia”, explicou.

Mais interessante, segundo ele, seria uma pulverização dentro das residências, utilizando inseticidas comuns, ou evitando focos dentro das casas e nos quintais: “Eu sou, inclusive, contrário ao uso de Malathion ou outro inseticida em fumacê, porque não pega o mosquito que está dentro da casa da pessoa”.

O infectologista reiterou que “quando se acaba com o foco, acaba-se com o mosquito dentro de casa”. E enfatizou que “o  segredo de combate à dengue está no combate ao criadouro, no combate à água parada. Se eliminar a água parada, não tem onde o mosquito proliferar”.

Segundo Migowiski, a pulverização na natureza envolve prejuízos, por eliminar insetos úteis ao ecossistema. “E não vai atingir, ou vai atingir muito pouco o mosquito, porque ele não está na rua – está dentro de casa”. No caso da agricultura, ressalvou, "é diferente e a pulverização contra pragas, como gafanhotos, tem dado bons resultados".



 


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