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24 de Abril de 2008 - 11h20 - Última modificação em 24 de Abril de 2008 - 19h58


Governo avalia laboratórios de sismologia

Hugo Costa
Repórter da Agência Brasil

 
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Antônio Cruz/ABr
Brasília - O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, dá entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Brasília - O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, dá entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC)
Brasília - Os centros de estudos sismológicos nacionais começaram a ser avaliados para verificar a necessidade de investimentos na área de detecção de fenômenos como terremotos, afirmou hoje (24) o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. Segundo ele, o tremor registrado terça-feira (22) na costa brasileira “acendeu uma luz amarela” para o governo.

“Por conta desse último terremoto, estamos fazendo um levantamento das necessidades nessa área para ver quais providências podemos tomar”, garantiu em entrevista a emissoras de rádio, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.

O ministro reconheceu que os laboratórios instalados no país possuem limitações e que os poucos investimentos no passado foram em razão de circunstâncias econômicas.

“O Brasil não tem laboratórios sismográficos em todo território nacional. Nos lugares onde têm, há uma certa deficiência de equipamentos. Isso é resultado, principalmente, de dois fatores: um deles é que tivemos alguns anos de muita dificuldade por parte do governo federal devido à crise econômica. Outra é pelo fato de o país não ser muito afetado por terremotos.”

As Universidades de Brasília (UnB) e de São Paulo (USP) foram mencionadas pelo ministro como importantes centros de pesquisa sobre abalos sísmicos. Mas, Rezende reconheceu que, mesmo sendo avaliados como referência, os laboratórios dessas instituições também demandam investimentos.

Após a entrevista, o ministro comentou o contingenciamento de verbas em sua pasta. Segundo ele, os valores publicados ontem (23) no Diário Oficial da União (DOU) não comprometem os investimentos em Ciência e Tecnologia. O corte anunciado é de aproximadamente R$ 34 milhões, o que corresponde a 0,85% do orçamento nominal para 2008.

 

 


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