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25 de Abril de 2008 - 20h43 - Última modificação em 25 de Abril de 2008 - 20h43


Economia de energia com alteração no fuso horário do Norte será pequena, diz professor

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A mudança no fuso horário de alguns estados da Região Norte poderá resultar em uma pequena economia de energia para o país. A avaliação é do Professor de Física da Universidade Federal do Acre (UFAC) Francisco Eulálio Alves dos Santos, conhecido como professor Magnésio. Segundo ele, a economia de energia não é o principal objetivo da mudança, mas, será uma conseqüência da alteração.

“Quando você antecipa uma hora o fuso horário, as atividades vão terminar uma hora mais cedo, e isso representaria o que acontece no horário de verão para as grandes cidades”, explica. Ele diz que ainda não é possível calcular de quanto será a economia.

Ontem (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei que reduz de duas para uma hora a diferença do fuso horário do Acre em relação a Brasília. A lei, que entrará em vigor daqui a 60 dias, também altera o horário de seis municípios do Amazonas e 18 do Pará.

Na região atingida pela mudança, o sistema de energia é isolado do resto do país, e formado em sua maioria por termelétricas. Assim, a economia nesses estados poderá diminuir as despesas com a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que é uma taxa paga por todos os consumidores do país para financiar esse sistema isolado.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a economia por causa da mudança de fuso horário será “residual”. O presidente da Eletroacre, Celso Mateus, disse que a empresa ainda não fez avaliação do impacto da mudança na energia do estado.

No projeto de lei, o autor, senador Tião Viana (PT-AC), diz que a alteração pode acarretar economia de energia no sistema isolado dos estados no Norte, diminuindo as despesas com a CCC. Mas a assessoria do senador não possui dados concretos sobre o impacto da mudança na utilização da energia.

O governo do Acre criou um comitê formado pela Procuradoria-Geral do Estado, pelo Gabinete Civil e pela Secretaria de Meio Ambiente para avaliar os ajustes necessários à mudança.

 


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