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Brasília - Até quarta-feira (30) os municípios têm que atualizar os dados do Cadastro Único das
famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família.
Ao cruzar os dados do Bolsa Família e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a Controladoria Geral da União (CGU) identificou cerca de 46 mil famílias suspeitas de
receber o benefício de maneira irregular, o que motivou o bloqueio do cadastro delas, e 2 mil casos de irregularidades comprovadas, que levarão ao cancelamento do benefício.
O
secretário de Renda de Cidadania do Ministério do
Desenvolvimento Social, Antônio Carlos Oliveira, explicou que no cruzamento de dados foi possível levantar irregularidades porque no Pronaf a renda das famílias é comprovada, enquanto no Bolsa Família ela é apenas
declarada.
“Se houver a exigência de comprovação de renda no
cadastro, muitas família ficarão de fora do processo,
justamente pela situação de vulnerabilidade em que elas
se encontram”, ressaltou.
Oliveira afirmou ainda que a comparação dos
dados do Bolsa Família com as informações de
outros programas do governo é periódica, de modo a
evitar fraudes: "A forma de manter o nível adequado de
focalização do programa é fazendo esses
cruzamentos periódicos, para que as famílias que tenham
informado uma renda indevida, com o perfil da renda maior do que o
exigido, deixem de participar do programa.”
Outra
fonte de dados que usada para confrontar as informações
do Cadastro Único é a Relação Anual de
Informações Sociais (Rais), do Ministério do
Trabalho e Emprego. Segundo
Antônio Carlos, “o governo federal transfere o benefício
diretamente às famílias, mas a responsabilidade da
atualização cadastral e da inclusão da família
no Cadastro Único é do município”. O gestor municipal, acrescentou, ao fazer o cadastro, deve ir à residência da família para
comprovar se os dados informados no formulário são
compatíveis com a realidade.
Na
avaliação do secretário, o número de
irregularidades encontradas nas confrontações de dados
é “residual” em relação ao tamanho do programa, que atinge 11 milhões de famílias com renda
per capita de até R$120.
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