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Brasília - Dois mil jovens de
todo o país estarão em Brasília amanhã (27) para participar da 1ª
Conferência Nacional da Juventude. O evento se estenderá até o dia 30. Eles apresentaram cerca de 4,5 mil propostas discutidas em conferências
estaduais, realizadas em fevereiro e março.
As propostas foram divididas em 16 áreas: educação, trabalho, cultura, saúde
e sexualidade, participação política, meio
ambiente, segurança e direitos humanos, diversidade e
políticas afirmativas, esporte e lazer, fortalecimento
institucional da política da juventude, mídia e
tecnologia da informação, drogas, cidades, família,
campo, povos e comunidades tradicionais.
De acordo com o coordenador do evento, Danilo Moreira, as propostas, agora resumidas em 548, servirão de plataforma
para a política nacional da juventude. A plenária final escolherá 21 prioridades.
“Ela [a resolução
final que sairá do evento] terá uma força muito grande porque foi fruto
de um debate intenso em várias etapas preparatórias e
passará a ser um instrumento para a ação do Conselho
Nacional da Juventude (Conjuve), e dos governos federal, estaduais e
municipais”, avaliou.
Além das
conferências estaduais, ocorreram também conferências
livres em presídios, aldeias indígenas, organizações
desportivas e em unidades de internação de menores. “As propostas encaminhadas por essas conferências
livres ajudaram muito na qualificação do material. Isso
é um ganho enorme, esses jovens puderam debater e interferir
nessas políticas”, disse o coordenador da conferência.
Ele acredita que as 21
prioridades podem servir de subsídio para programas eleitorais de candidatos das próximas eleições municipais e
até mesmo reorientar alguma ação do governo federal que envolva
a juventude. “As decisões podem inclusive pressionar
positivamente votações na Câmara que dizem
respeito à juventude e servirem como referência para os
próprios movimentos juvenis se organizarem em torno dessas
bandeiras ”, previu.
Para a vice-presidente
do Conjuve e integrante da Organização Não-Governamental (ONG) Ação Educativa, Maria
Virgínia Freitas, a conferência
terá o papel de fazer um levantamento das demandas dos jovens. “O nosso principal é
objetivo é justamente a priorização desse
cojunto de propostas. Então veremos como o governo responderá
a isso e, daqui a dois anos, vamos conferir o que foi
feito”, explicou.
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