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Brasília -
O deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP) rebateu
hoje (25), em nota à imprensa, as acusações de
que teria usado indevidamente recursos do Ministério da
Educação em viagens sem caráter oficial. As
acusações foram feitas hoje, em entrevista coletiva,
pelo senador João Pedro (PT-AM). Paulo Renato foi ministro da
Educação no governo Fernando Henrique Cardoso.
O
parlamentar diz, na nota, que nos oito anos em que foi ministro
"foram registradas 100 itens de hospedagem fora de Brasília,
o que perfaz uma média mensal de 1,04 viagem por todo o país".
De acordo com a nota, o número de viagens ao Rio de Janeiro se
justifica porque a cidade: "é uma tradicional sede de
eventos aos quais o ministro deve comparecer".
O
ex-ministro explica, no texto, que os registros de hospedagem em São
Paulo, 1995, foram em razão de sua mudança dos Estados
Unidos para o Brasil naquele ano. Ele atribuiu ao fim de seu primeiro
casamento, em novembro de 1999, os registros de hospedagem referentes
a 2000 e 2001.
Na nota, Paulo Renato esclarece também
que o nome de Carla Grasso consta em dois registros de hospedagem
porque ela é sua esposa. De acordo com o deputado, na questão
do aluguel de carros, não há similaridade com gastos
efetuados por meio de cartões corporativos pelos ministros do
atual governo. "A empresa LCM era paga segundo normas vigentes
no Ministério da Educação e continuou a ser
utilizada após o término da minha gestão em
2002."
Ele reitera ainda seu compromisso com a
transparência e o ao presidente da República, aos
ministros e "ao suplente de senador" pelo PT do Amazonas
(João Pedro), que o acusou de gastos indevidos, a tornarem
públicos seus gastos de representação. João
Pedro assumiu no Senado a vaga deixada pelo ministro dos Transportes,
Alfredo Nascimento.
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