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La Paz (Bolívia) - O governo da Bolívia congelou o repasse de recursos financeiros para a prefeitura
(governo) do departamento (estado) de Santa Cruz e cortou as
transferências do Tesouro Geral da Nação (TGN). O
estado é um dos que se opõem ao governo de Evo Morales
e que devem realizar, no início de maio, um referendo sobre
autonomia.
De acordo com o ministro da Fazenda, Luis Alberto
Arce, há quase duas semanas, entre 14 e 15 de abril, a
prefeitura parou de encaminhar informações ao Sistema
Integrado de Administração de Recursos de Gestão
e Modernização Administrativa (Sigma, na sigla em
espanhol). Isso impediu que o governo central tenha conhecimento
sobre os gastos do estado na aplicação dos recursos do
Tesouro e sobre a execução orçamentária.
Arce
afirmou que na manhã de quarta-feira (23) a prefeitura se
conectou ao sistema, mas já deixou de enviar informações
na tarde do mesmo dia. A Lei Financeira do país estabelece o
uso obrigatório do Sigma pelo setor público.
Entre
os recursos mais significativos que a prefeitura deixará de
receber está o Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos (IDH). O
ministro da Fazenda disse que solicitou à Controladoria da
República uma auditoria especial sobre a administração
de recursos no governo de Santa Cruz, durante o tempo que o seu
sistema esteja conectado ao Sigma, para identificar os responsáveis
pela interrupção no envia de informações.
“Não
queremos pensar que os manejos mal feitos de governos passados
estejam sendo replicados agora nas prefeituras e outros governos
subnacionais. Queremos que a informação seja
transparente e que o povo saiba como é gasto o seu dinheiro,
ainda mais quando há mais recursos, como agora”, afirmou.
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