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25 de Abril de 2008 - 18h50 - Última modificação em 26 de Abril de 2008 - 11h42


Governo condiciona repasses para Santa Cruz a entrega de documentação

Ana Luiza Zenker*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O governo da Bolívia condicionou hoje (25) a habilitação das contas da prefeitura (governo) do departamento (estado) de Santa Cruz ao compromisso de entrega da documentação pendente ao Ministério da Fazenda, depois que a instituição voltou a se conectar ao Sistema Integrado de Administração de Recursos, Gestão e Modernização Administrativa (Sigma), segundo informações da Agência Boliviana de Informação (ABI).

O ministro da Fazenda, Luis Alberto Arce, informou que apesar de a prefeitura ter restabelecido a conexão com o Sigma, a suspensão dos repasses só será revogada depois que o ministério souber, pelo menos, quando a documentação pendente será entregue pelo departametno.

De acordo com o ministro, o governo departamental não entregou até agora o Plano Operativo Anual de 2007 e de 2008, os balanços financeiros de 2007, a execução orçamentária de dezembro de 2007. Além disso, os informes de setembro, outubro e novembro de 2007 têm observações, e os de janeiro, fevereiro e março estão incompletos.

O ministro afirmou ainda que o congelamento das contas da prefeitura não ocorreu por motivação política, ainda que tenha acontecido dias antes do referendo sobre o estatuto autonômico de Santa Cruz.

Paralelamente ao corte nos repasses, o prefeito (governador) de Santa Cruz, Rubén Costas, anunciou hoje que depois do referendo sobre o estatuto autonômico, marcado para o dia 4 de maio, busca-se o nascimento de uma segunda república, paralela à boliviana. Costas disse que o atual governo tenta evitar "desesperadamente" a realização do referendo e que depois de Santa Cruz, também os departamentos de Beni, Pando e Tarija conseguirão sua autonomia.

Segundo o prefeito, a consulta do dia 4 está garantida e será um êxito, por causa do apoio popular. Ele acrescentou que não tem medo de ser preso por sua pretensão separatista: “Se alguém tem que ir preso, eu tenho que ir à frente, porque no final estou liderando todo este processo e vou feliz, já disse, por defender os princípios disto, que é uma revolução e um sentimento de todos os cidadãos crucenhos.”

*Com informações da Agência Boliviana de Informação.

 


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