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Brasília - O mérito do Plano de
Desenvolvimento da Educação (PDE) foi ter colocado o
tema da educação em discussão na sociedade. A
avaliação é da presidente da União
Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(Undime), Justina Silva.
“A partir de um amplo trabalho de
mobilização e sensibilização para essas
questões, o Brasil inteiro discutiu educação
nesse primeiro ano. Hoje, pela primeira vez, o Ministério da
Educação (MEC) tem um diagnóstico nacional das
redes municipais e estaduais de educação de todo o
país, sabe quais são as demandas prioritárias”,
disse.
Justina lembrou, entretanto, que o
aprendizado funciona como um processo, e que “não é
simplesmente chegar hoje com um plano de trabalho e, em doze meses,
colher os resultados”. Para ela, ainda é cedo para dizer se
houve ou avanço na qualidade da educação
brasileira neste primeiro ano de implementação do PDE,
também conhecido como PAC da Educação.
Justina Silva destacou, dentre os
acertos do plano, a instituição do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) como
parâmetro para estabelecer metas a serem alcançadas
pelas redes de ensino em todo o país. Segundo ele, cada
município, atualmente, sabe como está o seu índice,
se precisar tomar medidas para mudar a situação e o
porquê.
“Isso gerou um processo de
discussão coletiva. Nas escolas públicas, hoje, ninguém
está quieto, no sentido de se auto-avaliarem e construírem
alternativas. Com certeza, vamos colher bons frutos. Mas não é
em um ano que os dados educacionais mudam. É um processo”,
observou.
A presidente da Undime disse que vê
“com otimismo, mas com cautela” o desempenho do PDE para os
próximos anos. Para ela, o governo federal precisa assegurar
mais recursos para a educação.
A entidade defende uma vinculação
de, no mínimo, 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma das
riquezas produzidas no país - ao financiamento da educação.
O volume se justifica, segundo Justina Silva, pela alta demanda de
alunos, sobretudo na educação infantil e no ensino
médio. “Sem mais recursos para educação, não
temos como acreditar que o PDE vá ter um resultado tão
promissor quanto desejamos.”
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