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Brasília - O
programa Proinfância – que
pretende investir R$ 800 milhões, de 2007 a 2010, para
ampliar e aprimorar instalações de creches e
pré-escolas da rede pública – se configura como uma das
ações do Plano de Desenvolvimento da Educação
(PDE) que ainda precisa ser revista.
Na semana do primeiro
aniversário do PDE, o PAC da Educação, a presidente da
União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(Undime), Justina Silva, alerta
para sérios entraves no acesso de municípios aos
benefícios propostos pelo governo federal.
Os recursos do Proinfância - Programa Nacional de
Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de
Educação Infantil - podem ser
usados para construção de creches e pré-escolas, melhoria
da infra-estrutura física, reestruturação e aquisição
de equipamentos. As propostas são apresentadas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Segundo
a presidente da Undime, existem regras, estabelecidas de Instrução
Normativa do Tesouro Nacional, que têm impedido comunidades com índices de analfabetismo que ultrapassam os
35% de serem contempladas pelo Proinfância.
Um das regras é que o município, ao fazer o
pedido para construção ou reforma de um equipamento de
educação infantil, tenha que comprovar o registro no cartório de imóveis, no ato do
encaminhamento da documentação.
“Hoje, muitos municípios têm encaminhado as
solicitações, mas são impedidos de fazer o convênio porque não têm essa comprovação de que o terreno
pertence à prefeitura, embora tenham certidões atestando
isso”, explicou.
Justina reforça que os municípios, por serem pequenos e
pouco desenvolvidos, não contam com equipes suficientes para
resolver o assunto com agilidade. Para ela, as normas "podem e devem ser
modificadas, porque a realidade é incompatível.”
Um dos programas do PDE destacados por Justina
em função de adaptações feitas pelo Ministério da Educação, após o lançamento do plano, é o Caminho da Escola – destinado a
alunos do ensino básico no meio rural e que oferece isenção
de imposto na compra do veículos para o transporte escolar. As mudanças atenderam às necessidades dos municípios.
“Uma coisa que a gente precisa ressaltar é a capacidade do
MEC de estar dialogando com os entes federados, construindo, juntos,
as alternativas. Já houve avanço [no Caminho da
Escola] porque ele foi pensado, inicialmente, só para
ônibus e, a partir das discussões de um grupo de
trabalho, já houve abertura para financiamento de barcos. Há
estados no Brasil que as pessoas se deslocam por via pluvial e não
se pode limitar o transporte apenas por via terrestre. São
coisas que estão sendo aperfeiçoadas”, observou.
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