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25 de Abril de 2008 - 16h25 - Última modificação em 25 de Abril de 2008 - 16h25


ONU vai discutir soluções para alta dos preços de alimentos

Ana Luiza Zenker*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - No início da próxima semana, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, preside uma reunião com os diretores de 27 agências das Nações Unidas para discutir o aumento dos preços de alimentos. “A crise alimentar mundial e as soluções que as Nações Unidas podem apresentar estarão no centro das discussões”, afirmou hoje (25) a porta-voz da ONU Elena Ponomareva, em Genebra, Suíça, segundo informações da Agência Lusa.

Durante discurso na Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Ban Ki-moon afirmou que o aumento dos preços de alimentos em todo o mundo é “uma situação preocupante e representa uma ameaça, particularmente para os países de África”.

Em todo o mundo, os preços dos alimentos subiram cerca de 40%, gerando uma tensão que já causou tumultos em alguns países africanos, como Camarões e Burkina Faso, que buscam conter a rápida alta do custo de produtos como o arroz, o açúcar e o óleo de cozinha.

Ontem (24), a diretora do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Josette Sheeran, afirmou que as reservas alimentícias estão no nível mais baixo dos últimos 30 anos, por conta do aumento dos preços no mercado mundial.

“Em alguns casos, dos últimos 60 anos, e em grande parte é porque se consome mais do que se produz", explicou. Em fevereiro, o PMA solicitou com urgência US$ 500 milhões à comunidade internacional, devido a uma quebra no orçamento do programa causado pelo aumento nos custos.
 
Sheeran assinalou que essa quebra foi de US$ 750 milhões. “Pensávamos que se tinha chegado a uma zona de calma, mas vimos como em apenas cinco semanas o preço do arroz duplicou na Ásia”, salientou. O Banco Mundial indicou recentemente que esta situação pode levar mais pobreza a 100 milhões de pessoas nos países menos desenvolvidos.

O PMA definiu a atual situação como o seu maior desafio em 45 anos de história. A situação afeta o trabalho da agência de duas formas: encarecendo, e por isso, reduzindo a ajuda que pode prestar e obrigando-a a congelar alguns programas.

Agora, com as mesmas contribuições recebidas em junho, o programa pode proporcionar 40% menos de ajuda, porque alimentos como o arroz, trigo e milho praticamente duplicaram o preço nos últimos meses.

*Com informações da Agência Lusa.

 


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