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Brasília - Conhecer
os impactos financeiros de uma eventual mudança no Tratado de
Itaipu é o objetivo do ministro Marcos Vilaça, do Tribunal de Contas da União
(TCU).
Ele é o autor de uma comunicação
que pede informações sobre o cumprimento das cláusulas
econômicas, o nível de endividamento da empresa, o fluxo
de pagamento da dívida e como os dois países estão
aproveitando a energia produzida.
“A
gente tem que saber se vai haver alteração do tratado
e, conseqüentemente, da receita prevista”, explica.
Segundo
Vilaça, o TCU só vai tratar do assunto em termos de finanças
públicas, pois a parte jurídica está sob análise
do Ministério das Relações Exteriores. “O tribunal só se envolve enquanto essas ações
repercutirem nas contas públicas”, diz.
Na opinião do ministro, o governo não deve mexer no Tratado de
Itaipu, como pretende o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo. Ao citar uma sentença latina que segundo ele é regra
básica do direito internacional, ele ressalta que os pactos têm que ser respeitados entre os
países (Pacta sunt servanda).
“Eu não mexeria em tarifas, mas isso é
uma decisão política acima da competência do
Tribunal de Contas”, concluiu.
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