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27 de Abril de 2008 - 18h49 - Última modificação em 27 de Abril de 2008 - 19h28


Jovens indígenas e da área rural apontam reivindicações específicas

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Antonio Cruz/ABr
Brasília - O índio Tsedzaro Ruri-ô, da etnia  Xavante, participa da solenidade de abertura da 1ª Conferência Nacional de Juventude
Brasília - O índio Tsedzaro Ruri-ô, da etnia Xavante, participa da solenidade de abertura da 1ª Conferência Nacional de Juventude
Brasília - Os mais de 2 mil delegados que estiveram na abertura da 1ª Conferência Nacional de Juventude, hoje (27), em Brasília, trouxeram reivindicações bem específicas, além das preocupações com saúde, educação, trabalho e meio ambiente, que foram expressas nas conferências estaduais e municipais.

É o caso de Fábio Assis de Menezes, de 23 anos, que veio de Rondônia para representar os jovens trabalhadores e trabalhadoras rurais do estado.

“Nós queremos, por exemplo, ter uma educação voltada para a realidade do campo, que construa um modelo de educação que atenda às necessidades da produção, da cultura, não um modelo levado da cidade para as comunidades rurais”, explicou Fábio.

O índio Xavante Tseredzaro Rori-õ saiu da Aldeia Abelinha, no Mato Grosso, como convidado, para acompanhar os debates da conferência. Rori-õ tem interesse especial nas políticas para a população jovem indígena.

“Eu olho em volta e não vejo nenhum dos meus parentes, os povos indígenas. Por quê? Nós não temos computador, nem internet, como a gente vai se credenciar pela internet?”, reclamou o xavante.

“O governo não reconhece a nossa educação, isso tem que ser colocado como proposta. Com relação à saúde é o mesmo. Nós temos outros conhecimentos sobre como curar as doenças. Isso precisa ser reconhecido também”, completou.


 


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