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Brasília - O Estado brasileiro precisa criar estímulos
para que o zoneamento ecológico econômico dos estados da Amazônia aconteça de forma mais rápida. Essa é a avaliação do secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do
Meio Ambiente, Hamilton Pereira.
O zoneamento ecológico econômico é o planejamento de quais atividades (agricultura,
preservação, habitação) serão desenvolvidas em cada área do território, de modo
que a ocupação do espaço aconteça de forma ordenada.
“O Acre já fez [zoneamento territorial], o Amazonas está fazendo,
o Pará está começando, há um processo em curso, precisamos agir com rapidez
maior, é preciso induzir esse processo por meio de estímulos”, enfatizou o secretário em entrevista à Agência Brasil, após a primeira
reunião do seminário que discute a Gestão Ambiental Integrada na Amazônia.
De acordo
com Hamilton Pereira, o zoneamento ambiental é fundamental para um crescimento
econômico não-predatório. “Ele que poderá conferir equilíbrio e disciplinará
intervenção dos fatores econômicos”, explicou Pereira.
O
secretário destacou ainda a importância do planejamento nas políticas públicas para
a preservação da Amazônia. “Não se resolve o problema do desmatamento
exclusivamente com medidas repressivas. É preciso, para fazer cumprir a lei, que
o Estado gere alternativas, como uma política de recuperação de pastagens em
áreas degradadas.”
A sociedade
civil organizada também tem um papel importante em relação às políticas
públicas para a Amazônia, na opinião de Hamilton Pereira, que acredita que as
organizações civis devem agir de modo a auxiliar e fiscalizar o Estado na
aplicação das medidas.
“A sociedade brasileira pode, a partir dos seus
movimentos sociais, dos seus sindicatos, das suas cooperativas, das suas
associações, interferir, para corrigir, ou evitar os problemas”, disse o
secretário falando a respeito de possíveis problemas ambientais que podem ser gerados com o Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC), apontados durante o seminário.
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