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28 de Abril de 2008 - 08h05 - Última modificação em 28 de Abril de 2008 - 08h05


Estado brasileiro tem dívida com juventude, diz Lula

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Ampliar o acesso à educação e à permanência do jovem na escola, gerar possibilidade de trabalho e de renda e democratizar o acesso ao esporte, ao lazer, à cultura e à tecnologia de informação. As ações foram apontadas hoje (28) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como desafios a serem enfrentados pelo governo federal no que diz respeito aos jovens brasileiros. Segundo ele, o Estado brasileiro tem uma dívida com a juventude do país.

“Eu diria que o Estado brasileiro tem uma dívida com a nossa juventude. Ela precisa ser motivada a esperanças e a oportunidades,” afirmou o presidente, ao dar ênfase à Conferência Nacional da Juventude, que começou ontem (27) em Brasília e segue até o próximo dia 30.

No programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula ressaltou a necessidade de criar oportunidades para os jovens tanto no campo educacional quanto no mercado de trabalho. Segundo ele, quando não há escola, formação profissional ou emprego, “a juventude fica à mercê do narcotráfico e do crime organizado”.

A ampliação da faixa etária dos beneficiários de programas para a juventude – que passou de 15 a 24 anos para 15 a 29 anos – foi pontuada pelo presidente como destaque nas políticas públicas voltadas para a juventude. Os programas, que antes atendiam 467 mil jovens no país devem atender, até 2010, aproximadamente 3,5 milhões – um investimento de R$ 5,4 bilhões.

Lula garantiu que, com a implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o número de alunos atendidos por professor nas universidades federais deve passar de 12 para 18. A promessa é acrescentar 400 mil novas vagas nos próximos anos.

“Essa conferência vai carimbar concretamente as obrigações do Estado brasileiro para com a juventude brasileira”.



 


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