Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
28 de Abril de 2008 - 12h49 - Última modificação em 30 de Abril de 2008 - 11h52


Gasto com pessoal continua a crescer nos Três Poderes e só perde para Previdência

Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - Os gastos dos Três Poderes da República com pessoal e encargos sociais decorrentes crescem ano a ano e alcançaram R$ 126,8 bilhões em 2007, segundo dados obtidos junto à assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento. As contratações de pessoal e os aumentos salariais concedidos a quase todas as categorias do funcionalismo, seja no Executivo, no Legislativo ou no Judiciário, foram responsáveis pelo aumento.

Esse é o custo de 2 milhões de pessoas que movimentam a máquina do Estado. Em matéria de despesa pública no país, o número só perde para a Previdência Social, que em 2007 registrou gastos de R$ 33,5 bilhões. O programa Bolsa Família investe R$ 10 bilhões em 8 milhões de famílias.

O campeão em matéria de aumento da folha de pessoal é o Judiciário. O aumento médio dos gastos da Justiça com funcionalismo chega a 40,2 % entre 2002 e 2008. Essa explosão de despesas se verifica a partir de 2006, já que antes os gastos eram inferiores aos do Legislativo e do Executivo.

Em 2004, por exemplo, a folha do Judiciário cresceu apenas 1,6%, contra 9,1% do Legislativo e 6,6% do Executivo; em 2005, 1,8% contra 20,0% e 4,0%, respectivamente. A partir de 2006, as despesas do Executivo com a folha cresceram 3,6%, enquanto as do Judiciário subiam 14,8% e as do Legislativo cresciam 31,8%.

No ano passado, houve nova mudança no perfil dos gastos dos Três Poderes com funcionalismo: o Legislativo, com um crescimento médio de 30,0%, o Judiciário (24,7%) e o Executivo (12,1%) inchavam sua folha. Neste ano o panorama continuou o mesmo, com o Judiciário disparando na liderança (40,2%), seguido pelo o Legislativo (28,6%) e o Executivo em terceiro (17,0%), mas gastando mais do que em 2007 (12,1%).

Em números absolutos, os valores do Executivo são mais altos, pois seu quadro de pessoal, tanto da ativa quanto inativos, já que o quadro é maior do que o dos outros dois Poderes da República: 1,3 milhão de servidores, que geraram no ano passado gasto de R$ 92,2 bilhões, incluindo a contribuição patronal previdenciária. Foram gastos R$ 41,7 bilhões com o pessoal ativo (R$ 31,5 bilhões com os civis e R$ 10,2 bilhões com os militares). A contribuição patronal alcançou R$ 5,8 bilhões.

O custo dos inativos (aposentados e pensionistas) do Executivo já supera o do pessoal da ativa, chegando a R$ 44,8 bilhões, dos quais R$ 26,8 bilhões com os civis e R$ 17,9 bilhões com os militares. É o único dos Três Poderes que apresenta essa anomalia, já que no Legislativo e no Judiciário essa relação é o inverso.

Hoje, o pessoal ativo da Justiça custa aos cofres públicos R$ 10,8 bilhões e os inativos, R$ 3,5 bilhões. O total, incluindo a contribuição patronal, é de R$ 16,2 bilhões. O Legislativo gasta com pessoal R$ 5,6 bilhões, dos quais R$ 3,3 bilhões com os da ativa, R$ 1,8 bilhões com os aposentados e pensionistas, e R$ 453 milhões em contribuição patronal.

Alguns reajustes concedidos a diversas categorias do funcionalismo nos últimos seis anos estão entre os fatores para o aumento dessa despesa. É o caso dos auditores fiscais da Receita Federal, em greve há mais de 30 dias. Entre 2002 e 2007, eles obtiveram reajustes salariais que alcançaram 123,46% no vencimento inicial da carreira e de 81,41% no final.

De R$ 4.544,54 o piso salarial subiu para R$ 10.155,32 e o teto passou de R$ 7.376,91 para R$ 13.382,26. Agora, eles exigem equiparação com os delegados federais, que têm piso de R$ 11.614,10 e teto de R$ 16.683,98.

Embora tenham conseguido melhorar seus ganhos nesse período, os fiscais da Receita não são os campeões do ranking de aumentos percentuais de salários no serviço público federal. Eles perdem longe para a área jurídica do governo (advogados, defensores), que tiveram 194,64% de reajuste em início de carreira, e hoje, no final, chegam a receber R$ 12.900,42.

Mas esses também ficam muito para trás, quando comparados aos médicos peritos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que receberam, no piso, 203,63% de reajustes e no teto, 161,92%, passando de R$ 2.315,97 para R$ 7.032,08 (piso) e de R$ 3.621,19 para R$ 9484,59 (teto).

Os servidores do chamado Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), antigo PCC, grupo que congrega 53.325 funcionários públicos dos níveis superior, intermediário e auxiliar, também receberam aumentos entre 2002 e 2007. No nível superior os salários variaram de 219,11% (inicial) e 67,38% (final); no intermediário, de 238,05% (inicial) e 89,28% (final) e no auciliar, de 175,60% (inicial) e 149,98% (final).

Outro grupo cujos vencimentos foram reajustados nos últimos cinco anos foi o dos pesquisadores, como o do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), com mestrado, que obteve 249,05% de reajuste para os vencimentos de final de carreira, o mais alto de todos os grupos pesquisados, passando de R$ 2.186,17 em 2002 para R$ 9.565,81 em 2007.



Atualizada para acréscimo de informação sobre a fonte dos dados, correção de valores referentes aos gastos e extração de trechos opinativos.
 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina