A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, do PSDB, pediu hoje (28) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que reveja decisão tomada pelo ministro da Corte, Joaquim Barbosa, que negou medida cautelar, impedindo o estado de tomar empréstimo de US$ 1 bilhão ao Banco Mundial (Bird), sem prévia autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda.

O estado teve a permissão negada pela secretaria porque o Poder Judiciário estadual e o Ministério Público gaúcho não teriam conseguido se adequar aos limites definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), quanto aos gastos com pessoal.  Yeda Crusius alega que a verba se destinaria ao "estabelecimento de um novo ciclo de desenvolvimento" para seu estado, que "está com a área de infra-estrutura envelhecida,  e sem capacidade financeira para novos  investimentos". 

A governadora planeja  formar um fundo financeiro que facilite o pagamento de dívidas, de forma a sobrar dinheiro para investimentos. Ela disse que não acha justo ter seus "planos prejudicados porque outro poder estadual não cumpriu a legislação". A governadora argumentou ao presidente do STF que, após um período de ajustes que durou 15 meses, o executivo estadual conseguiu se enquadrar na LRF. 

O ministro Joaquim Barbosa foi relator  de Ação Cautelar interposta pelo Rio Grande do Sul contra a STN, tendo negado a  permissão para o empréstimo. Restou ao executivo estadual entrar com agravo de instrumento para rever a decisão. A governadora Yeda Crusius  pediu então ao presidente do STF  urgência na apreciação do Agravo, uma vez que o Bird fechará seu orçamento anual no próximo dia 12 de maio e teria que receber logo a documentação para a concretização da operação financeira.