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Brasília - O
presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou que vai
denunciar à Organização dos Estados
Americanos (OEA) um suposto ataque por parte das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que teria
partido de território equatoriano na última
quarta-feira (23).
O
episódio foi denunciado ontem (27) pelo chefe do Exército
colombiano, general Mario Montoya, mas foi negado pelo governo do
Equador. As informações são da agência
argentina Telam.
Segundo Montoya, na manhã da última quarta-feira (23),
guerrilheiros das Farc lançaram cilindros-bomba que partiram
da zona de Puerto Nuevo, no Equador, até Teteyé, na
Colômbia, e provocaram ferimentos em um soldado.
As
cidades de Puerto Nuevo e Teteyté são separadas pelo Rio San Miguel, que delimita a fronteira entre os dois países.
Segundo Montoya, os projéteis explosivos foram lançados a 350 metros de um sítio onde militares colombianos
protegiam um grupo de engenheiros petroleiros que realizavam estudos
de solo no local.
O
comandante da 6ª Brigada do Exército colombiano, general
Jorge Ardila, informou que foram lançados oito artefatos –
dos quais cinco explodiram – e que, ao revisar os três que
não funcionaram, “se pôde estabelecer que são
de fabricação equatoriana”.
O
Departamento Administrativo de Seguridade da Colômbia divulgou um vídeo em que dois membros das Farc relatam como a guerrilha
efetua ataques contra o Exército colombiano a partir do
Equador, supostamente com o apoio de autoridades do país.
O
Exército do Equador, entretanto, assegurou que mantém a zona
sob controle e que, na última quarta-feira, suas tropas
“escutaram detonações e disparos de armas
automáticas” vindos do território colombiano.
A 4ª
Divisão do Exército equatoriano explicou que, desde o
último dia 13, realiza, na fronteira com a Colômbia,
operações de “controle de vias, patrulhas e
reconhecimento terrestre e aéreo com helicópteros de
ataque”.
“Enquanto
unidades da 4ª Divisão realizavam uma operação
de controle das fronteiras na área de Puerto Nuevo e Los
Diamantes, escutaram que, no território colombiano, existiam
detonações e disparos de armas automáticas.”
O
presidente do Equador, Rafael Correa, não havia se pronunciado
até a tarde de ontem, mas, no último sábado (26), em
seu programa de rádio semanal, já havia reiterado que as Farc “não
são interlocutores válidos, mas terroristas”.
Correa
voltou a criticar o colega colombiano, a quem recomendou que “mande
na Colômbia". "Aqui, vamos mandar nos equatorianos”, disse.
Colômbia
e Equador estão com as relações diplomáticas rompidas desde o início de março, por causa de um
bombardeio de tropas colombianas a um acampamento das Farc em
solo equatoriano. Durante o ataque, 25 pessoas morreram – entre
elas, o número dois da guerrilha, Raúl Reyes.
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