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28 de Abril de 2008 - 09h50 - Última modificação em 28 de Abril de 2008 - 09h54


Colômbia deve denunciar à OEA suposto ataque das Farc vindo do território do Equador

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou que vai denunciar à Organização dos Estados Americanos (OEA) um suposto ataque por parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que teria partido de território equatoriano na última quarta-feira (23).

O episódio foi denunciado ontem (27) pelo chefe do Exército colombiano, general Mario Montoya, mas foi negado pelo governo do Equador. As informações são da agência argentina Telam.

Segundo Montoya, na manhã da última quarta-feira (23), guerrilheiros das Farc lançaram cilindros-bomba que partiram da zona de Puerto Nuevo, no Equador, até Teteyé, na Colômbia, e provocaram ferimentos em um soldado.

As cidades de Puerto Nuevo e Teteyté são separadas pelo Rio San Miguel, que delimita a fronteira entre os dois países. Segundo Montoya, os projéteis explosivos foram lançados a 350 metros de um sítio onde militares colombianos protegiam um grupo de engenheiros petroleiros que realizavam estudos de solo no local.

O comandante da 6ª Brigada do Exército colombiano, general Jorge Ardila, informou que foram lançados oito artefatos – dos quais cinco explodiram – e que, ao revisar os três que não funcionaram, “se pôde estabelecer que são de fabricação equatoriana”.

O Departamento Administrativo de Seguridade da Colômbia divulgou um vídeo em que dois membros das Farc relatam como a guerrilha efetua ataques contra o Exército colombiano a partir do Equador, supostamente com o apoio de autoridades do país.

O Exército do Equador, entretanto, assegurou que mantém a zona sob controle e que, na última quarta-feira, suas tropas “escutaram detonações e disparos de armas automáticas” vindos do território colombiano.

A 4ª Divisão do Exército equatoriano explicou que, desde o último dia 13, realiza, na fronteira com a Colômbia, operações de “controle de vias, patrulhas e reconhecimento terrestre e aéreo com helicópteros de ataque”.

“Enquanto unidades da 4ª Divisão realizavam uma operação de controle das fronteiras na área de Puerto Nuevo e Los Diamantes, escutaram que, no território colombiano, existiam detonações e disparos de armas automáticas.”

O presidente do Equador, Rafael Correa, não havia se pronunciado até a tarde de ontem, mas, no último sábado (26), em seu programa de rádio semanal, já havia reiterado que as Farc “não são interlocutores válidos, mas terroristas”.

Correa voltou a criticar o colega colombiano, a quem recomendou que “mande na Colômbia". "Aqui, vamos mandar nos equatorianos”, disse.

Colômbia e Equador estão com as relações diplomáticas rompidas desde o início de março, por causa de um bombardeio de tropas colombianas a um acampamento das Farc em solo equatoriano. Durante o ataque, 25 pessoas morreram – entre elas, o número dois da guerrilha, Raúl Reyes.



 


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