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Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
terá 10 dias para encaminhar explicações à
Comissão de Ética Pública, ligada à
Presidência da República, sobre o vazamento de
informações do suposto dossiê com gastos da
gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A
comissão tomou a decisão hoje (28) motivada por ofício
enviado pelos líderes, no Senado, do PSDB, Artur Virgílio
(AM), e do DEM, José Agripino Maia (RN). No documento, eles
pedem ao órgão da Presidência que examine a
conduta da ministra no caso.
De acordo com o presidente da comissão,
Sepúlveda Pertence, os conselheiros decidiram apenas em
relação ao pedido de informações, mas não
avaliaram o mérito da questão. “Apenas decidimos
solicitar informações”, disse Pertence a jornalistas,
ao final da reunião no Palácio do Planalto.
A comissão decidiu também pedir
explicações ao ministro da Secretaria Especial de
Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, sobre a acusação
de que teria feito campanha eleitoral ao participar da distribuição
de carteiras de trabalho a pescadores em Limoeiro do Ajuru (PA).
O
deputado Vic Pires (DEM-PA) acusou o ministro de ter feito campanha e
atacado o então candidato à presidência Geraldo
Alckmin, já que o evento ocorreu entre o primeiro e segundo
turnos da eleição de 2006. O ministro Gregolin nega que tenha usado o cargo para fazer campanha.
A comissão é
um órgão consultivo e pode apenas sugerir ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva algum tipo de punição,
que vai de uma advertência à demissão.
Os conselheiros decidiram ainda, por unanimidade,
arquivar o caso envolvendo o ministro das Comunicações,
Hélio Costa, com base em matéria publicada na Folha
de S. Paulo. Segundo o jornal,
Costa teria transferido rádio em Barbacena (MG) de sua
propriedade para um de seus assessores.
O ministro encaminhou informações à
comissão que recomendou apenas que ele se declare impedido de
tomar qualquer decisão relacionada à emissora.
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