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São Paulo - Para aproveitar o Dia Internacional em Homenagem às Vítimas de
Acidentes e Doenças Relacionados ao Trabalho, as
centrais sindicais realizaram hoje (28) ato público na região
central da capital e colheram assinaturas para um abaixo-assinado da
Campanha Nacional pela Redução da Jornada de Trabalho
sem Redução de Salários. O tema da campanha é
Redução da Jornada é mais Saúde do
Trabalhador.
Segundo o dirigente da Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única
dos Trabalhadores (Contraf-CUT), Plínio Pavão, com o
passar dos anos, o crescimento da demanda aumentou a pressão
por produtividade e mesmo com o desenvolvimento da tecnologia os
trabalhadores não encontram melhores condições
de trabalho.
“Em todos os setores há aumento da carga
de trabalho e esse é o principal fator de adoecimento do
funcionário. Ou seja, o ambiente de trabalho adoece o
trabalhador. A redução da jornada diminui a exposição
dos trabalhadores”, defendeu Pavão.
Na avaliação do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a redução
da jornada de trabalho, em muitos casos, pode ser um fator redutor
dos acidentes. Ele lembrou que, em grandes centros, há pessoas que precisam de três a quatro horas para fazer o deslocamento
de casa para o trabalho.
“Isso o torna muito cansado,
não rende. Mais as oito horas que ele tem que trabalhar e
ainda fazendo algumas horas-extras, as condições físicas ficam precárias o que possibilita um maior número
de acidentes”, disse o ministro que participou hoje (28) de assinatura de convênio para a realização de cursos sobre prevenção de acidentes de trabalho.
Ainda segundo ele, a
redução da jornada é uma luta dos trabalhadores
e o governo não pode impor ao sistema patronal que acate
essa mudança, entretanto, pode ser mediador de negociações
em busca da solução.
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