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Brasília - A
partir de agora, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) terá mais um
mecanismo para localizar bens de pessoas condenadas em processos de
execução de dívidas. Um convênio assinado hoje (28) entre o tribunal e
o Banco Central vai permitir que os ministros tenham acesso ao cadastro
de clientes do banco para verificar se os devedores possuem contas ou
investimentos que poderão ser bloqueados para posterior penhora e
pagamento de débitos.
Para
o presidente do STJ, ministro Humberto Gomes de Barros, o convênio vai
aumentar o "rendimento" do Judiciário. "Alguém que deixou de pagar
imposto e sofre uma ação de execução, normalmente, a advocacia pública
teria a obrigação de descobrir um bem desse sujeito. Se ele tem
automóvel, imóvel. Muita gente coloca carro em nome de terceiros
enquanto está com dinheiro guardado nas contas. Agora, teremos acesso [às contas]", explicou o ministro.
Gomes
de Barros, disse, no entanto, que os ministros do STJ deverão ser cuidadosos com relação ao acesso às informações sigilosas. "É preciso que
o juiz tenha cuidado e não exagere nisso. Mas nesses casos, acho que é
absolutamente lícito porque o sonegador e o mau pagador estão sempre
prejudicando a nós todos", disse, argumentando que o acesso aos dados do Banco Central serão utilizados somente nos casos de maus pagadores
que não indiquem bens para penhora ou que deixem a execução prosseguir para lesar terceiros. "É um passo muito importante para a Justiça brasileira", resumiu Gomes de Barros.
Além
do convênio com o STJ, o Banco Central também assinou hoje (28), um acordo que
permite à Advocacia-Geral da União (AGU) acesso a informações disponíveis no
banco para o exercício da defesa da União em juízo.
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