A Comissão de Economia do Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou hoje (28),
em sua 9ª sessão, a realização de uma
audiência pública para discutir a renegociação
do Tratado de Itaipu, reivindicada pelo presidente eleito do
Paraguai, Fernando Lugo.
De acordo com o senador Aloizio
Mercadante (PT-SP), durante a audiência, marcada para 19 de
maio, o assunto será tratado de forma técnica. “O
Tratado de Itaipu tem que ser respeitado, ele é inegociável”,
afirmou, em entrevista à Agência Brasil.
O senador disse
que o valor pago pela energia produzida na usina binacional é
justo. Segundo ele, esse valor aproxima do que o Brasil vai pagar
pela energia da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira,
licitado em R$ 78 o magawatt (em torno de US$ 45).
“Nós
queremos debater tecnicamente essa questão e mostrar sobretudo
que o respeito aos contratos é fundamental para que a gente
possa fazer novas parcerias de investimento e reduzir as
desigualdades, as assimetrias, que são muito fortes no âmbito
do Mercosul”, ressaltou Mercadante. Devem participar da audiência
os presidentes brasileiro e paraguaio de Itaipu Binacional, o
presidente da Eletrobrás e o presidente da Administração
Nacional de Eletricidade (Ande), do Paraguai.
Mercadante foi
eleito hoje (28) presidente da representação brasileira
no Parlasul. Ele substitui o senador Geraldo Mesquita Júnior
(PMDB-AC), que renunciou ao cargo no dia 14 deste mês, alegando
descaso de ministros brasileiros em relação ao
Parlamento regional e à representação
brasileira. O senador petista foi eleito por consenso durante a
reunião preparatória para a 9ª Sessão do
Parlamento do Mercosul.
Segundo Mercadante, a sua primeira preocupação “é
fortalecer o processo de integração regional,
valorizando a atuação do Parlamento do Mercosul”, que
atualmente é formado por representantes eleitos pelos
parlamentos nacionais. Ele destacou a eleição dos
representantes paraguaios nas eleições gerais do último
dia 20, os primeiros a serem escolhidos pelo voto direto. No ano que
vem, será a vez de o Uruguai eleger os seus representantes.
Brasil e Argentina farão o mesmo nas eleições
gerais de 2010.