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Manaus - Ainda nesta semana, a greve dos auditores fiscais
da Receita Federal pode chegar ao fim. Segundo o presidente do
Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal
(Unafisco) no Amazonas, Paulo Sérgio Souza, a decisão
poderá ser tomada na quarta-feira (30), quando serão
realizadas assembléias deliberativas em todo o país
para definir os rumos da paralisação, que hoje (28)
completa 42 dias.
As assembléias devem servir para que os
grevistas façam um balanço sobre as negociações.
Na semana passada, o governo federal concordou em incluir, na
avaliação para efeito de progressão na carreira,
o fator antigüidade, considerado no plano atual e que ficou de
fora na proposta inicial apresentada pelo Ministério do
Planejamento sobre o Sistema de Desenvolvimento da Carreira (Sidec).
O representante local do Unafisco informou que, na
proposta inicial, um auditor só chegaria ao último
nível da carreira com 42 anos de trabalho. Souza reafirma que
os auditores mantêm a greve porque buscam, sobretudo, a
valorização.
"Quarta-feira será o dia da definição.
É na assembléia que vamos definir se o movimento
continua como está ou se ele será suspenso. Apesar de
muita gente pensar que o movimento é pela questão
salarial, é preciso dizer que. além dos salários,
os grevistas também buscam a valorização dos
auditores fiscais", ressaltou Souza.
Em Manaus, em razão de liminares concedidas
pela Justiça a algumas empresas, muitas cargas foram
liberadas, o que contribuiu para o enfraquecimento do movimento.
Contudo, na última sexta-feira (25), os auditores comemoraram
a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª.
Região que cassou a liminar concedida pela 1ª Vara da
Justiça Federal de Manaus. Por meio dela, uma comissão
extraordinária de analistas tributários havia sido
designada para atuar nos procedimentos de desembaraço
aduaneiro, importação e exportação de
mercadorias.
O TRF também determinou a formação
de uma comissão de auditores fiscais para atender às
liminares no porto e no aeroporto de Manaus e proibiu a emissão
de senhas e perfis do Sistema de Comércio Exterior (Siscomex)
aos analistas e o exercício das atividades privativas dos
auditores. "O desembaraço aduaneiro é uma
atribuição dos auditores fiscais e por isso não
pode ser desempenhada por outros servidores", incluiu Souza.
Desde o início da greve até hoje
(28), 339 processos estão aguardando liberação
nas alfândegas do porto e do aeroporto de Manaus. No porto de
Manaus, segundo a inspetora-chefe, Maria Elízia Andrade, estão
parados cerca de US$ 823 milhões em insumos.
No aeroporto da capital amazonense, o
inspetor-chefe da equipe de Despachos de Exportação e
Importação, Gileno Barbosa, informou que US$ 15,5
milhões em insumos também estão aguardando
desembaraço. O valor é maior que o do porto porque são
componentes mais leves e de maior valor, como aqueles utilizados em
telefones celulares e descartáveis.
Em ambos os locais, 100% do efetivo de auditores
fiscais voltou a trabalhar no dia 22 nos setores de despacho -
situação que não se repetiu em outros setores,
como o administrativo e de regime especial das alfândegas de
Manaus.
Por meio de seu site, o Unafisco informou que
aproximadamente 8 mil auditores fiscais estão em greve e
outros 4 mil mantêm os serviços essenciais, conforme
prevê a legislação.
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