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28 de Abril de 2008 - 16h14 -
Última modificação
em 29 de Abril de 2008 - 15h45
Jovens pedem que propostas debatidas na conferência se concretizem
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - Reunião do grupo de Educação Profissional e Tecnológica durante a 1ª Conferência Nacional de Juventude. O encontro se realiza no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade
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Brasília - Os 2 mil delegados
que participam da 1ª Conferência Nacional da Juventude vêm
dos mais diversos lugares e defendem diferentes causas. Mas têm um
desejo em comum: fazer sair do papel as demandas que forem levantadas
durante o evento. Eles começaram hoje (28) os trabalhos da
conferência que segue até quarta-feira (30).
“Nós jovens não somos levados a sério, a gente fica com medo
que as coisas que sejam decididas aqui acabem não saindo do
papel. A expectativa agora é que as autoridades nos levem a
sério, escutem a nossa voz e façam as coisas
acontecerem”, defende Luana Aparecida dos Santos, 23 anos, de
Petrolândia (PE).
Hoje, os jovens foram
divididos em 23 grupos temáticos dentro das 16 áreas
que compõem o caderno de prioridades. Cada grupo deve eleger
seis prioridades até o fim do dia, totalizando 138. Após
essa fase de discussão, os delegados
selecionarão, por meio de votação, 69 propostas que farão
parte do documento da conferência. A plenária final escolherá, das 69 propostas, as 21 prioridades que servirão
de base para as próximas políticas públicas para
a juventude.
A delegada Jaqueline da
Cruz, 18 anos, veio de Nova Olinda (TO) para representar o grêmio
estudantil da escola em que estuda. Ela está participando do
grupo de trabalho que analisará as propostas relativas ao uso
de drogas. “A gente está fazendo o possível para
chegar ao principal objetivo, que é levantar as propostas e
sugestões para o governo para melhorar a vida dos jovens,
especialmente o cuidado com quem já é viciado”,
pontua.
Luiz Felipe Rocha, 24
anos, do movimento hip hop de Goiânia (GO), reclama que
muitas vezes os projetos são esquecidos. “As coisas precisam
ser concretizadas, às vezes você leva um projeto e ele é
engavetado, a gente quer ver a coisa funcionar”, frisa.
Cristiano
Rodrigues, 20 anos, do movimento hip hop de Belo Horizonte (MG),
valorizou a oportunidade de conhecer e trocar experiências com
jovens de todo o país. “É muito bom ter esse contato
para o fortalecimento da juventude. A gente está divulgando,
trocando informação e conhecimento”, acredita.
Fábio Oliveira,
18 anos, de Araripina (PE), comemora o reconhecimento do segmento
juventude como parte da sociedade. “A gente não existia
dentro do poder, mas agora somos uma juventude de poder, de força, de luta, que sabe transformar”, afirma o delegado que participa do
grupo de trabalho sobre participação política.
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