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28 de Abril de 2008 - 17h27 -
Última modificação
em 28 de Abril de 2008 - 17h29
Vítimas de acidentes de trabalho são homenageadas com missa em Brasília
Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil
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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - Missa é celebrada, na Catedral, em alusão ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho. Em cartaz, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília mostra os números de acidentes fatais registrados, no Distrito Federal, na construção civil
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Brasília - Vítimas e parentes de vítimas de acidentes de trabalho foram homenageados hoje (28) com missa celebrada na Catedral de Brasília.
A data foi escolhida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para lembrar as vítimas desse tipo de acidente.
“Vários trabalhadores morreram, outros ficaram mutilados e muitos deixaram as famílias órfãs por causa de acidentes. Viemos orar, pedir a Deus que não ocorra mais nenhum acidente, e mostrar à sociedade que a perícia existe, existe o equipamento de proteção, o que falta é usar, aplicar, dar treinamento e investir em segurança no trabalho”, afirmou João Barbosa Arruda, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília, que participou da missa.
Também assistiram à cerimônia autoridades da Fundação Jorge Duprat
Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro, ligada ao
Ministério do Trabalho e Emprego) e do Ministério da Previdência Socia
Cerca de 1,3 milhão de acidentes de trabalho foram registrados em 2006 no Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em todo o mundo, o total chega a 270 milhões de casos, com um total de 2 milhões de mortes por ano.
O diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social, Remígio Todeschini, destacou a disposição, tanto da Previdência quanto do Ministério da Saúde, de trabalhar o Plano Nacional de Segurança e Saúde do Trabalho. No plano, "os aspectos prevenção, educação e segurança do trabalho são primordiais”, disse ele.
Para Todeschini, os índices de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho só deverão diminuir no Brasil com “o fortalecimento da cultura da prevenção”. Ele chamou a atenção para a nova metodologia empregada pela Previdência Social para reconhecer essas doenças: “Há um esforço de reconhecimento das doenças e acidentes, que antes eram subnotificados, mas hoje há uma nova metodologia, que mostra incremento de 134% de registros."
Ele lembrou, porém, que é preciso aperfeiçoar a legislação de proteção no trabalho. Embora reconheça que a legislação trabalhista brasileira precisa de aperfeiçoamento, Todeschini considera o empregador o maior responsável pelos acidentes de trabalho. “O governo deve aperfeiçoar sua legislação, exigir mais a proteção no ambiente de trabalho como formação permanente de todos os quadros e fazer com que mudem as condições de trabalho. Quem é responsável por manter o ambiente seguro são os empresários. Cabe ao governo fiscalizar”.
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