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29 de Abril de 2008 - 19h41 - Última modificação em 29 de Abril de 2008 - 19h41


Reforma de cotas aumenta participação de países emergentes no FMI

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A reforma de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI), dando mais voz e representação aos países em desenvolvimento, foi aprovada pela Junta de Governadores ontem (28), com 92,9% dos votos: dos 185 representantes no colegiado, 175 votaram a favor das mudanças, de acordo com nota distribuída hoje (29) pelo Ministério da Fazenda.

A Junta de Governadores é composta por ministros das finanças ou presidentes de bancos centrais dos 185 países-membros do FMI. A quase totalidade deles optou pelo aumento de cotas para 54 países-membros, considerados “emergentes” ou “em desenvolvimento”.

Mas, ao todo, 135 países obtiveram acréscimos no poder de voto. Dentre eles o Brasil, com aumento de 1,4% para 1,8% no total das cotas efetivas, o que amplia o poder de voto no colegiado de 1,4% para 1,7%. Foi o quarto maior ganho em poder de voto no Fundo, depois de China, Coréia do Sul e Índia.

Como a maioria dos países da cadeira do Brasil no FMI se beneficia do aumento dos votos básicos, o poder de voto da diretoria brasileira subiu de 2,4% para 2,8%. Em termos de posição relativa, o poder de voto do país passa de 18º para 15º lugar entre os países-membros, e a diretoria do Brasil sobe três posições, da 21ª para a 18ª, entre as 24 cadeiras na instituição.

Desde a aprovação da proposta pela diretoria executiva do Fundo, em 28 de março, o Brasil incentivou o apoio à reforma e dialogou com países que se mostravam reticentes ou contrários. Os representantes brasileiros trabalharam para que fossem contempladas demandas adicionais dos países emergentes e em desenvolvimento, como o aumento no acesso aos recursos do FMI.

 


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