O Ministério da
Defesa e a Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da
Educação, lançaram o segundo edital do Programa
de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Científica e
Tecnológica em Defesa Nacional (Pró-Defesa). A primeira
seleção de projetos por meio do programa ocorreu em
2005.
Segundo o diretor do Departamento de Ensino e Cooperação
do ministério, general Júlio de Amo Junior, o principal
objetivo do Pró-Defesa é estimular a pesquisa
científica e tecnológica e a formação de
mestres e doutores em Defesa Nacional por meio da implantação
de redes de cooperação acadêmica no país.
As universidades e
escolas militares interessadas terão de fazer parcerias e
apresentar seus projetos até 28 de julho deste ano. Os
resultados serão divulgados no final de setembro e, a partir
de outubro, começarão a ser implementados os convênios
para repasse de financiamentos.
Os recursos
orçamentários serão repassados ao longo dos
próximos quatro anos, e os projetos deverão ser
executados em até cinco anos. De acordo com o ministério,
isso significa dizer que as propostas habilitadas agora deverão
estar concluídas e prontas para serem aplicadas em 2013.
Este
ano, o programa vai destinar R$ 7,2 milhões aos pesquisadores.
Em 2005, o programa destinou o valor de R$ 4 milhões. “O
Pró-Defesa é o único programa a carrear recursos
para este setor. Ele se torna como uma linha de crédito para
pesquisas e formação de recursos humanos em áreas
de interesse da Defesa”, disse o general Amo Júnior à
Agência Brasil. “As propostas serão analisadas
por uma comissão e, certamente, buscaremos um equilíbrio
entre as ciências exatas e humanas”, completou.
As
prioridades do programa são os projetos relacionados a
políticas públicas e Defesa Nacional; orçamento
e gestão de recursos de defesa; desenvolvimento social e ações
subsidiárias das Forças Armadas; cenários
internacionais de segurança e defesa; ciência e
tecnologia e inovação em Defesa Nacional e logística
e mobilização voltadas para a Defesa Nacional.
Embora
os 11 projetos selecionados entre as 40 propostas apresentadas em
2005 ainda não tenham sido concluídos, o ministério
afirma que o Pró-Defesa já possibilitou a criação
de linhas de pesquisa em Defesa Nacional em programas de
pós-graduação já existentes, na
implantação de núcleos de estudos e observação
e de centros de pesquisa e na ampliação da produção
científica relacionada ao tema.
No primeiro edital, os
projetos selecionados envolveram 25 instituições de
ensino superior, sendo 15 civis e 10 militares. Entre os temas
pesquisados estão, entre outros, “defesa contra guerra
química e biológica” e “stress em tropas de missão
de paz”.
A expectativa do Ministério da Defesa é
aumentar o número de projetos contemplados. Segundo Amo
Júnior, o país necessita de profissionais qualificados
para desenvolver sua indústria de Defesa, como tem proposto o
ministro da Defesa, Nelson Jobim. “Para que possamos ter uma
indústria pujante, precisamos de recursos humanos. São
essas pessoas que vão desenvolver nossa própria
tecnologia, uma vez que é muito difícil conseguir
importar a tecnologia de outros países”, destacou o
general.
O edital pode ser acessado no site do Ministério
da Defesa (www.defesa.gov.br).