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Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje
(29) que a inflação poderia ser mais baixa se não
houvesse fatores como a pressão do preço de produtos
como feijão, leite e derivados. Mantega fez os cálculos
levando em consideração a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (
IPCA) de 2008, que é de 4,7%.
"Tirando o feijão, o
feijãozinho que todo mundo come, nós teríamos
uma inflação de 4,4%. Se tirássemos leite e
derivados, diminuiria mais 0,3 [ponto percentual]",
disse.
Segundo o ministro, a inflação
está "controlada e perfeitamente bem comportada”. De
acordo com Mantega, os demais países emergentes têm inflação
bem acima dos índices registrados no Brasil. Ele lembrou que a
elevação no preço dos produtos é um
fenômeno que está ocorrendo em todos os cantos do mundo
atualmente.
O ministro reuniu-se com
líderes de partidos para tratar da reforma tributária.
Ele voltou a criticar quem deixou de acreditar que o Brasil poderia
crescer sustentavelmente acima de 3,5%. "Nós estamos
provando o contrário: superávit de um crescimento
robusto, embora hoje estejamos observando um aumento das
taxas de inflação. De fato, a inflação
está subindo. Subiu a previsão do IPCA para 2008, de
4,7%”. A informação foi obtida do áudio da TV Brasil, já que a reunião da qual Mantega participava era fechada para a imprensa, com abertura somente para imagens. Consultada, a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda não viu nenhum inconveniente na divulgação. Ao deixar o encontro, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) confirmou as afirmações de Mantega e disse que a pressão dos alimentos na inflação é ditada por fatores externos ao país, como a demanda por alguns grandes países que estão "incorporando às pessoas ao direito de comer", como a China e a Índia, e por algum choque de oferta em alguns lugares.
Matéria alterada para retificar informação
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