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29 de Abril de 2008 - 13h15 - Última modificação em 29 de Abril de 2008 - 13h53


Tirando o feijãozinho que todo mundo come, a inflação seria de 4,4%, diz Mantega

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (29) que a inflação poderia ser mais baixa se não houvesse fatores como a pressão do preço de produtos como  feijão, leite e derivados. Mantega fez os cálculos levando em consideração a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA) de 2008, que é de 4,7%.

"Tirando o feijão, o feijãozinho que todo mundo come, nós teríamos uma inflação de 4,4%. Se tirássemos leite e derivados, diminuiria mais 0,3 [ponto percentual]", disse.

Segundo o ministro, a inflação está "controlada e perfeitamente bem comportada”. De acordo com Mantega, os demais países emergentes têm inflação bem acima dos índices registrados no Brasil. Ele lembrou que a elevação no preço dos produtos é um fenômeno que está ocorrendo em todos os cantos do mundo atualmente.

O ministro reuniu-se com líderes de partidos para tratar da reforma tributária. Ele voltou a criticar quem deixou de acreditar que o Brasil poderia crescer sustentavelmente acima de 3,5%. "Nós estamos provando o contrário: superávit de um crescimento robusto, embora hoje estejamos observando um aumento das taxas de inflação. De fato, a inflação está subindo. Subiu a previsão do IPCA para 2008, de 4,7%”.

A informação foi obtida do áudio da TV Brasil, já que a reunião da qual Mantega participava era fechada para a imprensa, com abertura somente para imagens. Consultada, a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda não viu nenhum inconveniente na divulgação.

Ao deixar o encontro, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) confirmou as afirmações de Mantega e disse que a pressão dos alimentos na inflação é ditada por fatores externos ao país, como a demanda por alguns grandes países que estão "incorporando às pessoas ao direito de comer", como a China e a Índia, e por algum choque de oferta em alguns lugares.




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