|
São Paulo - O Conselho Nacional de Política Energética divulgou hoje
(29) as condições para que o Brasil forneça, em caráter excepcional, parte da energia
elétrica produzida no país para a Argentina. As diretrizes para o repasse constam de resolução publicada hoje (29) no Diário Oficial da União. De acordo com a resolução, o Brasil se
compromete a vender energia elétrica para a Argentina de maio até agosto deste
ano, desde que a Argentina devolva a mesma quantidade de energia,
entre setembro e novembro. O preço pago por cada país seguirá o valor vigente no mercado internacional. O acordo entre os dois países deverá ser firmado na próxima sexta-feira, durante encontro entre o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e o ministro do Planejamento da Argentina, Julio De Vido. Depois do encontro no MME, eles vão almoçar no Itamaraty e à tarde, o argentino vai se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a quantidade
de energia que o Brasil repassará à Argentina ainda será definida em reunião do
Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico agendada para segunda-feira
(5). O ministério informou também que o volume do suprimento será calculado de tal forma que o abastacimento do mercado interno fique assegurado. A transferência de
energia produzida no país havia sido acordada pelos presidentes do Luiz
Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner em fevereiro, durante visita do
brasileiro à capital argentina. Na ocasião, o governo brasileiro descartou a
possibilidade de envio de gás natural ao país vizinho, mas propôs o
fornecimento de eletricidade para colaborar no abastecimento energético do mercado
argentino.
Ampliada.
|