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Brasília - A
Organização das Nações Unidas (ONU) vai criar um grupo de crise para responder aos problemas
provocados pela subida dos preços dos alimentos em
todo o mundo. A decisão foi anunciada hoje (29), em Berna (Suíça), pelo secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.
Dirigentes
de 27 agências e organismos da ONU participam de reunião
fechada desde ontem (28), na tentativa de traçar um plano
contra a crise. As informações são da agência Lusa.
O grupo
será composto por responsáveis das agências da
ONU e do Banco Mundial e ficará sob a autoridade direta de
Ban Ki-moon. Ele deve recorrer a medidas de urgência e de longo
prazo para suavizar os transtornos provocados pelo aumento do preço
de alimentos considerados essenciais, como o trigo.
O diretor
do Banco Mundial, Robert Zoellick, alertou que as próximas
semanas serão críticas e garantiu que planeja criar um
fundo para financiar os países mais pobres e ajudá-los
em suas agriculturas.
Ban Ki-moon, por sua vez, considerou o aumento de preço dos alimentos no
mercado mundial “um desafio sem precedentes”.
"Se
os fundos que solicitamos aos doadores não forem cumpridos
plenamente, arriscamos que a fome e a subnutrição
aumentem ainda mais e que distúrbios sociais se instalem em
uma escala sem precedentes", afirmou o secretário-geral.
Na
reunião da ONU, foram apontadas como causas da crise de
alimentos, dentre outros, a falta de investimentos no setor agrícola,
os subsídios que conturbam o comércio, os subsídios
aos biocombustíveis, as más condições
climáticas e a degradação do meio ambiente.
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