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Brasília - O governo federal vai
mandar, nos próximos dias, ao Congresso Nacional, projeto de lei para garantir o
pagamento de reajuste a 17 categorias de servidores públicos, dentre elas os advogados da União e os auditores fiscais da Receita Federal.
As duas categorias tiveram reajuste negociado recentemente. Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, a proposta de projeto de lei está em análise pela Casa Civil.
Paulo Bernardo destacou que os militares também estarão incluídos na proposta. “O reajuste dos
militares está garantindo”, disse, referindo-se ao anúncio
feito na semana passada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, de um aumento médio de 47,1%.
O ministro disse que o governo precisará de uma suplementação orçamentária para cobrir os reajustes, caso todos os acordos em andamento com os servidores públicos forem fechados. Ele, no entanto, não adiantou o quanto de recursos será necessário. “Estamos preocupados
que [os reajustes] sejam feitos de acordo com os parâmetros que
nós temos para a execução do orçamento
este ano, e isso vai ser feito”, disse.
Paulo Bernardo garantiu que o governo vai cortar o ponto dos auditores fiscais da
Receita Federal que estão em greve desde o dia 18 de março.
Segundo ele, os descontos deverão ser feitos de forma parcelada,
para não deixar os servidores com o saldo negativo.
“Nós
determinamos o corte do ponto durante a greve e houve reação
dos auditores. Eles, legitimamente, entraram na Justiça e
conseguiram liminar que impediu o corte. Nós recorremos a
Supremo Tribunal Federal e recebemos a decisão do ministro
Gilmar Mendes para cortar. Portanto, seria um absurdo agora não
cortar”, explicou.
O Ministério do
Planejamento ainda está analisando quantos dias serão cortados do ponto dos servidores. Segundo Paulo Bernardo,
cerca de 3,8 mil auditores fiscais faltaram ao trabalho nos últimos
dias.
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