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29 de Abril de 2008 - 16h24 - Última modificação em 29 de Abril de 2008 - 16h24


Jovens de diferentes movimentos participam de discussões durante conferência

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - Jovens chegam para a 1ª Conferência Nacional de Juventude. O encontro se realiza no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade
Brasília - Jovens chegam para a 1ª Conferência Nacional de Juventude. O encontro se realiza no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade
Brasília - Integrantes de movimentos estudantis, religiosos, negros, indígenas, GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e travestis), sindicais, políticos, culturais, étnicos e sociais unidos para discutir as necessidades da juventude.

Uma das características da 1ª Conferência Nacional da Juventude é a diversidade. Jovens defensores de diferentes causas participam do debate e levantam suas bandeiras no evento que termina amanhã (30).

Um a cada três jovens brasileiros participa de algum tipo de organização social, segundo pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis de Estudos e Assessoria em Políticas Públicas, em 2006.

Em entrevista à Agência Brasil, o secretario da juventude, Beto Cury, destacou essa nova configuração da mobilização juvenil. "O que se tem hoje é um mosaico plural de organizações juvenis que têm uma militância social, mas não, necessariamente, político-partidária", avaliou.

Cerca de 40 jovens ligados a organizações que defendem os direitos GLBT participam da conferência. A principal luta é contra o preconceito. Eles também querem a criminalização da homofobia.

“A diversidade é válida pelo debate, quanto mais diversidade de jovens estiveram presentes demarcando seus espaços melhor, enriquece o debate, não fica apenas um grupo representado”, acredita Enéias Pereira, membro do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) e da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (AGLBT).

Ismael Mourão, 26 anos, é um dos representantes dos indígenas. Ele é da etnia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul. Ismael comemora a diversidade do evento, mas considera ainda pequena a participação dos indígenas. “É um marco na história da juventude brasileira, estamos tentando unir forças para atingir um objetivo”, aponta.

Tiago Quintofe, 21 anos, que veio de Guarapuava (PR), participa de movimentos religiosos e também estudantis. “A conferência nacional é a oportunidade de você ver um pouco da cultura de cada canto do país. Você tem pessoas das mais diferentes orientações sexuais, religiosas, políticas. Isso contribui para o debate, afinal, o Brasil não é unilateral”, analisa.

A juventude negra organizada também marca sua participação nos debates. Para Murilo dos Santos, 28 anos, de Santos (SP), é importante que os participantes entendam a questão racial dentro do processo de construção de políticas para a juventude.

“A gente se impôs de uma certa forma dentro desse processo porque a gente já tem um fórum da juventude negra. Se você quer um processo justo para a sociedade, o importante é conversar com todo tipo de juventude”, defende.


 


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