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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - Jovens chegam para a 1ª Conferência Nacional de Juventude. O encontro se realiza no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade
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Brasília - Integrantes de
movimentos estudantis, religiosos, negros, indígenas, GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e travestis),
sindicais, políticos, culturais, étnicos e sociais
unidos para discutir as necessidades da juventude.
Uma das
características da 1ª Conferência Nacional da
Juventude é a diversidade. Jovens defensores de diferentes
causas participam do debate e levantam suas bandeiras no evento que
termina amanhã (30).
Um a cada três
jovens brasileiros participa de algum tipo de organização
social, segundo pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Análises
Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis de
Estudos e Assessoria em Políticas Públicas, em 2006.
Em entrevista à Agência Brasil, o secretario da juventude, Beto Cury, destacou essa nova configuração da mobilização juvenil. "O que se tem hoje é
um mosaico plural de organizações juvenis que têm uma
militância social, mas não, necessariamente,
político-partidária", avaliou.
Cerca de 40 jovens
ligados a organizações que defendem os direitos GLBT
participam da conferência. A principal luta é contra o
preconceito. Eles também querem a criminalização da
homofobia.
“A diversidade é válida pelo debate,
quanto mais diversidade de jovens estiveram presentes demarcando seus
espaços melhor, enriquece o debate, não fica apenas um grupo
representado”, acredita Enéias Pereira, membro do Conselho
Nacional da Juventude (Conjuve) e da Associação
Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (AGLBT).
Ismael Mourão,
26 anos, é um dos representantes dos indígenas. Ele é
da etnia Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul. Ismael
comemora a diversidade do evento, mas considera ainda pequena a
participação dos indígenas. “É um marco
na história da juventude brasileira, estamos tentando unir
forças para atingir um objetivo”, aponta.
Tiago Quintofe, 21
anos, que veio de Guarapuava (PR), participa de movimentos religiosos
e também estudantis. “A conferência nacional é
a oportunidade de você ver um pouco da cultura de cada
canto do país. Você tem pessoas das mais diferentes
orientações sexuais, religiosas, políticas. Isso
contribui para o debate, afinal, o Brasil não é
unilateral”, analisa.
A juventude negra organizada também
marca sua participação nos debates. Para Murilo dos
Santos, 28 anos, de Santos (SP), é importante que os participantes
entendam a questão racial dentro do processo de construção
de políticas para a juventude.
“A gente se impôs de
uma certa forma dentro desse processo porque a gente já tem um
fórum da juventude negra. Se você quer um processo justo
para a sociedade, o importante é conversar com todo tipo de
juventude”, defende.
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