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30 de Abril de 2008 - 15h16 - Última modificação em 30 de Abril de 2008 - 15h16


Representante da ONU diz que é preciso evitar "resposta precipitada" sobre biocombustíveis

Agência Lusa


 
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Brasília - O responsável pelo grupo de crise das Nações Unidas para enfrentar o aumento nos preços dos alimentos, John Holmes, se manifestou hoje (30) contrário a uma resposta precipitada com relação ao desenvolvimento dos biocombustíveis.

“Julgo que é de se evitar uma resposta precipitada”, afirmou Holmes, um dia depois de o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ter anunciado a criação do grupo, encarregado de lidar com a questão da alta dos preços dos alimentos e o problema da fome.

Entre as causas da crise alimentar mundial, são apontadas a diminuição da produção agrícola nos países em desenvolvimento, as catástrofes climáticas e o desenvolvimento dos biocombustíveis, que usam cereais para a produção de combustível, fazendo aumentar o preço dessas matérias-primas.

“Os biocombustíveis foram desenvolvidos em resposta ao problema dos efeitos das alterações climáticas e devido à necessidade de diminuir as emissões de gases do efeito de estufa, não foram criados apenas por prazer", acrescentou.

O relator da ONU para o direito à alimentação, Jean Ziegler, já classificou a produção massiva de biocombustíveis como um “crime contra a humanidade”. No entanto, para o responsável do grupo de crise da ONU, a situação é “mais complexa”: “em certas regiões é sensato produzir biocombustíveis, mas em outras não é necessariamente assim”.

 


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