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São Paulo - O presidente do
Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo
do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva
Gouveia, não acredita que o corte de dez centavos no valor da
Contribuição de Intervenção no Domínio
Econômico (Cide) sobre os combustíveis será
suficiente para impedir que o aumento no preço da gasolina
chegue ao consumidor final.
A elevação
do preço nos postos de combustíveis deve acorrer já
a partir da próxima segunda-feira (5), afirmou Gouveia.
“O
corte na Cide não será suficiente. A cadeia de impostos
no combustível é muito maior. Tem ainda o PIS/Cofins, o
ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços]”, explicou.
Segundo Gouveia, não há
ainda informações suficientes para se saber exatamente
o aumento que o consumidor vai encontrar nos postos. Ele disse que o
cálculo só será possível depois que o
setor receber o comunicado oficial do governo sobre o aumento.
Ao
anunciar o aumento de 10% para a gasolina e 15% para o óleo
diesel, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que haverá
uma redução na Cide sobre os combustíveis.
O imposto sobre a
gasolina reduzirá de R$ 0,28 por litro para R$ 0,18. No
diesel, a redução será de R$ 0,07 por litro para
R$ 0,03.
Segundo o ministro, o aumento na gasolina não será
sentido pelos consumidores, o que não ocorrerá no caso
do diesel, que deverá ter um aumento de 8,8% nas bombas.
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