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30 de Abril de 2008 - 12h51 - Última modificação em 30 de Abril de 2008 - 12h51


Analistas e técnicos da CGU ameaçam adiar a fiscalização em municípios brasileiros

Da Agência Brasil


 
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Brasília - A fiscalização de gastos de dinheiro público por municípios está ameaçada. Analistas e técnicos de finanças e controle da Controladoria Geral da União (CGU) e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pretendem adiar o controle se não houver um reajuste salarial para a categoria.

A CGU realiza hoje (30) à tarde o sorteio dos 60 municípios que serão fiscalizados, entre os cerca de 5,5 mil existentes no país, segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). De acordo com o presidente na União Nacional dos Analista e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon), Fernando Antunes, a categoria apóia a fiscalização, mas quer o apoio do governo. “Entendemos que o nosso salário já é alto dentro do estado brasileiro, no entanto, a sociedade  tem visto, ao longo desses anos, o quanto nossa carreira é importante. Precisamos de reconhecimento do governo”, disse.

O ministro chefe da CGU, Jorge Hage, lamenta que um possível boicote atrapalhe a fiscalização. “Só tenho que lamentar. Quem vai festejar são os bandidos e os corruptos dos estados e municípios. A fiscalização é necessária para que tenhamos um maior rigor nos gastos com o dinheiro público”, disse.

De acordo com Antunes, a categoria quer equiparação salarial com os auditores e fiscais da Receita Federal, o que representa um aumento bruto de pelo menos R$ 4 mil no rendimento mensal. Isso faria com que os analistas e técnicos não trocassem a carreira na CGU e na STN pela carreira na Receita Federal.

“Além dos concursos anuais [que contratam cerca de 300 pessoas] é preciso manter os servidores que passam nesse concurso. No entanto, considerando que o salário deles é cerca de 20% menor do que o de outras carreiras do serviço público, no primeiro concurso pra outras carreiras, eles se inscrevem e passam. E a gente fica sem o número adequado [de pessoal]”, lamenta o presidente.


O presidente da Anauni estima que a cada ano de 20% a 30% dos novos funcionários concursados abandonem a CGU para trabalhar em outros órgãos públicos. Atualmente cerca de dois mil auditores e técnicos do órgão estejam em atividade. O ideal de acordo com Antunes é que cinco mil funcionários estejam em atividade para que o trabalho seja feito com qualidade.

A categoria vai esperar um posicionamento do governo federal até a semana que vem. De acordo com o presidente a Unacon, a greve é o último recurso que a categoria pode usar para ter a reivindicação aceita.



 


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