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Brasília - A
epidemia de dengue que atinge o Rio de Janeiro pode resultar em novos
surtos da doença mesmo em estados que atualmente registram
poucos casos, como Mato Grosso do Sul. Depois de uma epidemia em
2007, o estado é um dos que menos registram notificações da doença
neste ano: 1.161, com 118 casos confirmados. A informação foi dada pelo diretor de
Vigilância e Saúde do estado, Eugênio Barros.
“No ano
passado tivemos a entrada do tipo 3 [a dengue tem quatro tipos vírus]
e houve a epidemia. Se tivermos a entrada do tipo 2 [responsável
pelos casos de dengue no Rio de Janeiro], que não circula em Mato Grosso do Sul há mais de 10 anos, os novos habitantes estarão
mais suscetíveis, porque nunca tiveram a doença, não
estão imunizados”, explicou Barros.
Até
o primeiro trimestre deste ano, os números de dengue em Mato
Grosso do Sul eram 96% mais baixos que os notificados no mesmo período
de 2007, quando o estado registrou epidemia da doença e somou mais de 40 mil casos.
“Agora
estávamos esperando a entrada do tipo 4 da doença, que
poderia vir de países do Caribe, por exemplo. Mas é
muito mais fácil vir do Rio de Janeiro, ou seja, poderá
haver uma reentrada do vírus do tipo 2 [em Mato Grosso do
Sul]”, afirmou.
A
perspectiva de um novo surto colocou as autoridades de saúde
do estado em alerta, disse Barbosa. “Já estamos fazendo
a campanha de 2009 – marcamos reuniões com secretários
municipais de Saúde e estamos comprando peças de
reposição para máquinas de pulverização,
por exemplo. O que está em primeiro plano é a taxa de
infestação [número de focos em residências],
que tem que ficar perto de zero. Não podemos criar o mosquito
[Aedes aegypti, transmissor da doença]”.
Barros comparou a prevenção da doença à
preparação das escolas de samba do Rio de Janeiro para
apresentações no carnaval. “Acabou o desfile de um
ano, já tem que pensar e escolher tudo para o ano que vem; de
olho no próximo carnaval. No caso da dengue, de olho no
próximo verão.”
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