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30 de Abril de 2008 - 13h33 - Última modificação em 30 de Abril de 2008 - 13h33


Lupi diz que Brasil é vítima de campanha internacional contra biocombustíveis

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje (30) que a produção brasileira de etanol permite que o país se torne auto-suficiente em relação ao consumo de combustível, mas ressaltou que o Brasil é “vítima” de campanha internacional contra os biocombustíveis.

“Estamos desenvolvendo, com tecnologia de ponta, a produção do etanol da cana-de-açúcar, o que está nos dando auto-suficiência no combustível. Isso quer dizer que somos também vítimas de uma campanha internacional de interesses que não defendem o interesse brasileiro para tentar criminalizar”, disse ele, em entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.

Lupi destacou que sente “orgulho” da posição alcançada pelo país como um dos maiores produtores de etanol do mundo. Segundo ele, de cada dez carros fabricados no Brasil, nove são movidos a biocombustíveis.

“Isso fere muito os interesses de quem quer só o petróleo como energia, de quem produz o etanol através de outros produtos e tem medo da concorrência brasileira. A cana-de-açúcar, por exemplo, gera, no mesmo espaço de terra, sete vezes mais álcool do que o milho. Quem produz milho, como Estados Unidos e aAmérica do Norte, não quer que a cana-de-açúcar e o etanol brasileiro cresçam.”

De acordo com o ministro, o Brasil deve coibir os abusos – por meio da fiscalização da existência de trabalho degradante nas plantações de cana-de-açúcar – mas deve também “ter consciência da importância do etanol para a soberania nacional”.



 


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