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Brasília - O
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje (30) que a
produção brasileira de etanol permite que o país se torne auto-suficiente em relação ao
consumo de combustível, mas ressaltou que o Brasil é “vítima”
de campanha internacional contra os biocombustíveis.
“Estamos
desenvolvendo, com tecnologia de ponta, a produção do
etanol da cana-de-açúcar, o que está
nos dando auto-suficiência no combustível. Isso quer
dizer que somos também vítimas de uma campanha
internacional de interesses que não defendem o interesse
brasileiro para tentar criminalizar”, disse ele, em entrevista a emissoras de rádio no estúdio da
Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em
Brasília.
Lupi
destacou que sente “orgulho” da posição alcançada
pelo país como um dos maiores produtores de etanol do mundo.
Segundo ele, de cada dez carros fabricados no Brasil, nove são
movidos a biocombustíveis.
“Isso
fere muito os interesses de quem quer só o petróleo
como energia, de quem produz o etanol através de outros
produtos e tem medo da concorrência brasileira. A
cana-de-açúcar, por exemplo, gera, no mesmo espaço
de terra, sete vezes mais álcool do que o milho. Quem produz milho, como Estados Unidos e aAmérica do Norte, não quer
que a cana-de-açúcar e o etanol brasileiro cresçam.”
De acordo com o
ministro, o Brasil deve coibir os abusos – por meio da fiscalização
da existência de trabalho degradante nas plantações
de cana-de-açúcar – mas deve também “ter
consciência da importância do etanol para a soberania
nacional”.
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