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Brasília - O presidente da Petrobras, José Sérgio
Gabrielli, deixou o Ministério da Fazenda
depois de reunir-se com Guido Mantega sem falar com os jornalistas. Ao sair pela garagem do prédio
ele foi questionado por jornalistas sobre o tema da conversa..
“No coments (sem comentários)”,
disse ele.
Hoje pela manhã, o ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão informou que Gabrielli e Mantega
conversariam sobre o preço dos combustíveis e o
possível aumento. Lobão informou que o presidente da
Petrobras apresentaria um estudo detalhado ao ministro sobre o
impacto do reajuste na inflação.
Segundo Lobão, o presidente da Petrobra
acredita que o impacto de um possível reajuste no preço
dos combustíveis seria mínimo no cálculo da
inflação.
"O Gabrielli disse que fez [um estudo]
e que o impacto seria, se houvesse, mínimo. Mas também
não disse quanto seria. Isso é uma coisa que ele vai
ter que conversar no devido momento com o ministro da Fazenda, para
conferir os números", disse.
O presidente da Petrobras apresentou as planilhas com os números
sobre a evolução do preço do petróleo no
mercado doméstico e internacional e o presidente Lula preferiu
marcar outra reunião para decidir sobre o preço dos
combustíveis.
"[Gabrielli] disse que os preços
internacionais subiram mais de 100%, ele já tinha algumas
planilhas prontas, mas o presidente preferiu marcar outra reunião
para tratar especificamente deste assunto.
Na manhã de hoje (30), em cerimônia
no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva afirmou que o aumento da gasolina tem que ser resolvido
hoje.
"O ministro da Fazenda está reunido,
fazendo um estudo de custo. Se ele chegar à conclusão
de que é necessário aumentar [o preço da
gasolina], ele vai comunicar o aumento. Isso tem que ser
resolvido hoje".
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