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Brasília - O aumento de 15% no
preço do óleo diesel, anunciado na quarta-feira (30), pelo
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai influenciar no preço
do frete das empresas de transporte de cargas. A previsão é do vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Nilton Gibson, que estima um reajuste de 3% a 4%, acrescido no preço de custo por tonelada da
carga.
Ele prevê que o maior
impacto vai ser no transporte de grãos, devido à carência de infra-estrutura nas estradas. “No transporte de grãos,
o aumento será imediato, devido às dificuldades que estamos
encontrando com a infra-estrutura das estradas e à falta de caminhão”, afirmou Gibson.
Mas, para o restante da safra que, segundo o vice-presidente da CNT, vive um bom momento, o reajuste não será imediato. “Será
repassado mas não de imediato, será feita uma
negociação entre a empresa e o cliente”, disse.
Gibson aprovou a iniciativa de reajustar o óleo diesel como forma de controlar a inflação. “Esse
aumento do combustível foi muito inteligente da parte do
governo, em querer o controle da inflação, porque ele
reduziu o percentual da Cide [Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico],
tanto na gasolina, como no óleo diesel, e isso refletiu em
percentual menor de aumento.”
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