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2 de Maio de 2008 - 19h45 - Última modificação em 2 de Maio de 2008 - 21h01


Para Corte Eleitoral, consulta sobre autonomia será tranqüila

Alex Rodrigues
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Marcello Casal Jr/ABr
Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) - O presidente da Corte Departamental Eleitoral, Fernando Castedo Cadario, concede entrevista sobre o referendo relativo ao estatuto autonômico, marcado para o dia 4 de maio
Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) - O presidente da Corte Departamental Eleitoral, Fernando Castedo Cadario, concede entrevista sobre o referendo relativo ao estatuto autonômico, marcado para o dia 4 de maio
Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) - O coordenador-geral da Corte Departamental Eleitoral de Santa Cruz de la Sierra, Eduardo Martinez Vides, disse hoje (2) que todos os preparativos para a realização da consulta sobre o Estatuto do Estado (departamento) Autônomo boliviano de Santa Cruz de la Sierra,  prevista para este domingo (4),  foram concluídos, e depois  vistoriados por uma equipe de cerca de 70 pessoas.

Segundo ele, ao que tudo indica, "a consulta será tranqüila". “Não recebemos qualquer informe de problemas até o momento. A prefeitura [de Santa Cruz] nos assegurou que não haverá qualquer transtorno, salvo em alguns lugares contrários à realização da eleição”, disse à Agência Brasil.

De acordo com Vides, protestos violentos, se ocorrerem, ficarão restritos aos lugares onde o presidente Evo Morales conta com grande número de simpatizantes, mas deverão ser controlados.

O diretor da Corte Departamental Eleitoral, Fernando Castedo Cadario, disse que o órgão está prestes a concluir a distribuição de urnas, cédulas e de todo o material, que vai ser utilizado na consulta popular deste domingo.

"Está praticamente tudo pronto. O material eleitoral já foi entregue em quase todas as cidades e, entre hoje e amanhã, iremos concluir a distribuição aqui, na capital do estado [Santa Cruz de la Sierra]".

Segundo Cadario, 935.527 cidadãos cruzenhos estão habilitados a votar em um dos 675 colégios eleitorais distribuídos pelas 15 cidades que compõem o estado mais rico do país, próspero em petróleo e gás natural. Se aplicado, o chamado Estatuto do Estado Autonômico de Santa Cruz suprimiria poderes do governo federal, concedendo ao poder estadual o direito de legislar sobre questões fundiárias e fiscais, entre outros temas.

Como a consulta não foi convocada pelo Congresso e não é reconhecida pela Corte Nacional Eleitoral (CNE), o governo federal a classifica como inconstitucional. Por essa razão, a Polícia Nacional não está cuidando da segurança dos locais de votação, que ficará a cargo da polícia municipal.

Manifestantes contrários à realização da consulta devem se reunir, ainda hoje,  na região central de Santa Cruz. Em outro ponto da cidade, grupos favoráveis à autonomia estadual também devem fazer o mesmo. A princípio, os dois grupos não devem se encontrar, razão porque populares e autoridades ouvidas pela Agência Brasil disseram não acreditar que ocorram confrontos.

O Comitê Pró-Santa Cruz, entidade civil que incentivou a elaboração do Estatuto e é favorável à autonomia do estado, prevê protestos e eventuais conflitos em cinco cidades (as províncias de San Julian, Ñuflo de Chaves, Yapacaní, Los Troncos e Quatro Cañadas) e um bairro popular da cidade de Santa Cruz (Plan Tres Mil).

 

 

 

 

 


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