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Rio de Janeiro - O governo do Rio deve enviar à Assembléia Legislativa, até
junho deste ano, projeto de lei propondo a revisão dos
procedimentos de legislação ambiental no estado, com o
objetivo de melhorar e agilizar os processos. Para isso, está
sendo preparado, em parceria com a Fundação Getúlio
Vargas, um diagnóstico sobre o setor.
Segundo o
secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o levantamento
já encontrou pelo menos 51 gargalos na legislação
de licenciamento ambiental fluminense. O estudo também propôs
31 ações para agilizar os licenciamentos e tornar o procedimento mais rigoroso.
Entre as
propostas a serem incluídas no projeto de lei, estão a
digitalização de procedimentos de licenciamento com
consultas online de cada etapa, a criação de
postos regionais dos órgãos ambientais do estado e a
simplificação ou dispensa de licenciamento nos casos de
atividades de pequeno potencial poluidor.
“Isso vai
simplificar. Por exemplo, alguns empreendimentos, em vez de ter três
licenças (prévia, de instalação e de
operação), vão ter uma só. O objetivo da
secretaria é fazer com que o licenciamento ambiental seja o
mais simples possível, mais rápido, mas também
muito rigoroso. Atualmente há 15 mil licenças. E, onde
há burocracia, há corrupção. E isso acaba
desestimulando o empresário”, afirmou Minc.
Mesmo antes da revisão
da legislação, a Secretaria do Ambiente já
adotou medidas para agilizar o processo de licenciamento ambiental,
como a delegação a 21 municípios fluminenses do
direito de fazer os licenciamentos ambientais para pequenos e médios
empreendimentos. Isso, segundo a secretaria, ajudou a desafogar os
órgãos ambientais do estado.
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