|
|
2 de Maio de 2008 - 15h19 -
Última modificação
em 2 de Maio de 2008 - 15h19
Brasil vai ceder até 1,5 mil megawatts de energia para a Argentina
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
|
|




|
Gervásio Baptista/ABr
| |
Brasília - Os ministros Julio De Vido, do Planejamento, Investimentos e Serviços da Argentina, e Edison Lobão, das Minas e Energia, discutem o fornecimento de energia elétrica pelo Brasil
|
Brasília - O Brasil vai repassar
no máximo 1,5 mil megawatts de energia para a Argentina até agosto deste
ano. O mínimo a ser repassado é de 800 megawatts.
A
quantidade de energia que será transferida para o país
vizinho foi determinada hoje (2) em reunião entre o ministro
das Minas e Energia, Edison Lobão, e o ministro do
Planejamento, Investimentos e Serviços da Argentina, Julio De
Vido.
O encontro serviu para
firmar um acordo de entendimento entre os dois países sobre o
intercâmbio de energia elétrica, para atender à
demanda provocada pelo inverno da Argentina.
A energia cedida ao país vizinho será proveniente principalmente de térmicas a
gás e de hidrelétricas, com exceção da
que é produzida na Usina de Itaipu, que só pode
fornecer energia para o Brasil e para o Paraguai.
Segundo Edison
Lobão, a Argentina irá pagar pela energia recebida ou
devolvê-la ao Brasil no final do ano. “A energia não
vai fazer falta para o Brasil e precisamos ajudar os nossos irmãos
argentinos.”
O ministro argentino
disse que, inicialmente, o país vai solicitar cerca de 800
megawatts ao Brasil, e que o aumento da quantidade vai depender do
rigor do inverno. “Quanto mais cruel for o inverno, mais vai subir
a oportunidade de solicitar essa ajuda”, afirmou.
Ele disse que a
transferência de energia é uma decisão
estratégica dos presidentes dos dois países e que o o
sistema elétrico argentino está muito demandado por
causa do crescimento da economia. Julio De
Vido afirmou também que o
governo argentino está aumentando em 1,1 mil megawatts a
capacidade de geração do país, com a inauguração
de quatro turbinas.
“Assim, vamos ter uma
capacidade de oferta interna maior e, quando vier a etapa de
devolução, durante a primavera, vamos ter condições
de devolver ao sócio [Brasil] o volume de energia que
será cedido na fase mais crítica da nossa demanda”,
explicou.
O intercâmbio de
energia foi determinado por uma resolução do Conselho
Nacional de Política Energética (CNPE) publicada na última
terça-feira (29) no Diário Oficial da União.
O texto diz que o preço pago por cada país seguirá
o valor vigente no mercado internacional.
No encontro de hoje, os
ministros também trataram da construção de
hidrelétricas nos dois países e do aproveitamento do
trecho internacional do Rio Uruguai.
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
|
|