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4 de Maio de 2008 - 10h10 -
Última modificação
em 7 de Maio de 2008 - 16h26
Chácara próxima a Brasília mostra experiências de construção sustentável
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
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Wilson Dias/ABr
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Brasília - Leandro Jacinto, administrador da Chácara Asa Branca, uma das experiências brasileiras de permacultura, conceito de planejamento e execução de ocupações humanas de forma sustentável, com respeito ao meio ambiente
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Brasília - A 25
quilômetros de Brasília, uma área de cerrado
quase intacta abriga construções de barro com telhados
gramados, aproveitamento de água da chuva e produção
de alimentos sem agroquímicos, numa paisagem que nem de longe
lembra a capital de concreto do Plano Piloto e da Esplanada dos Ministérios.
Erguida
com técnicas de “bioconstrução”, a Chácara
Asa Branca é uma das experiências brasileiras de
permacultura, conceito de planejamento e execução de
ocupações humanas de forma sustentável, com
respeito ao meio ambiente e “uso ético” dos recursos
naturais e dos bens de consumo, de acordo com o administrador Leandro
Jacinto, um dos proprietários da área.
“A
idéia não era chegar e 'limpar o terreno'. É o
contrário, as mudanças que fazemos têm a intenção
de preservar o ambiente, e até melhorá-lo. O impacto
passa a ser positivo”, relata.
“Temos
três éticas na permacultura: cuidado com as pessoas,
cuidado com a Terra e distribuição dos excedentes”, destaca Leandro Jacinto. Segundo ele, pensar a “arquitetura humana” com
sustentabilidade é uma maneira de contribuir para "atenuar
problemas mundiais, como a escassez de água, as restrições
à produção de alimentos e até mesmo o
aquecimento do planeta".
A
sustentabilidade das construções também é
aplicada nas soluções de saneamento básico. A
água da chuva é armazenada em três grandes
reservatórios, construídos com técnicas da
permacultura. “É água suficiente para seis meses, sem
precisar de outras fontes de abastecimento”, aponta Jacinto.
Nos
banheiros, a descarga tradicional – que utiliza água potável
– foi substituída por um sistema de compostagem: os resíduos
são misturados à serragem e depois de passar por um processo
bioquímico, são transformados em adubo orgânico
para hortas e jardins. A
irrigação com água da chuva e a adubação
natural garantem a produção de hortaliças,
leguminosas e frutas, para consumo da chácara. A meta dos
moradores – três famílias atualmente
– é ter 60% da sua alimentação produzida no
local.
“A
gente busca solução para vários problemas, de
forma simples e reaplicável. Acreditamos que é possível
ser responsável pela nossa própria existência”,
sugere Jacinto.
Atualizada para acréscimo do termo "bioquímico" no penúltimo parágrafo.
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