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5 de Maio de 2008 - 10h44 - Última modificação em 6 de Maio de 2008 - 10h28


Número de mortos em naufrágio no Amazonas chega a 17

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
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Manaus - O número de mortos no acidente com o barco Comandante Sales, no Rio Solimões, no Amazonas, subiu para 17. A embarcação perdeu o equilíbrio e virou por volta das 5h45 de ontem (4) nas proximidades do município de Manacapuru, a cerca de 84 quilômetros de Manaus.

Entre os mortos estão dez mulheres e sete homens, incluindo o proprietário do barco, Francisco Alves de Sales, 44 anos. De acordo com estimativas da Marinha, cerca de 100 pessoas estariam a bordo. O número total de passageiros, assim como o de desaparecidos, não é confirmado pela Capitania dos Portos, porque não há uma lista de passageiros.

A viagem foi considerada irregular, já que o barco não tinha autorização para navegação. Pelo menos dez famílias ainda estão à procura de parentes, segundo a Marinha.

O trabalho de resgate da embarcação deve ser concluído ainda nesta manhã. O barco será atracado em uma das margens do rio. Os corpos das vítimas estão sendo encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Manaus para reconhecimento e identificação por parentes.

As causas do acidente ainda não estão esclarecidas. Além de chuvas e ventos, que podem ter provocado o tombamento do barco, a Marinha suspeita de superlotação. Os passageiros haviam participado na noite do último sábado (3) da festa católica do Divino Espírito Santo e embarcaram no Comandante Sales assim que foram encerradas as comemorações na comunidade Lago do Pesqueiro. O destino da viagem era a cidade de Manacapuru.

Em janeiro deste ano, o barco foi apreendido pela Capitania dos Portos por não ter a documentação exigida, navegar sem tripulação habilitada e ter coletes e bóias em condições inadequadas.

Segundo a Marinha, na ocasião, o proprietário foi intimado a comparecer na Capitania dos Portos em Manaus para apresentar sua defesa prévia e a documentação necessária para regularizar a situação da embarcação, o que não ocorreu.

O barco não chegou a ficar retido porque a Capitania dos Portos não tem espaço para abrigar todas as embarcações irregulares na região de Manaus.



 


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